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5. Conflito homem-animal


Rosario Arispe, Damián Rumiz, Claudia Venegas, Andrew Noss
El conflicto de la depredación de ganado por jaguar (Panthera Onca) en Santa Cruz, Bolivia


Francesca Belem Lopes Palmeira, Peter Gransden Crawshaw Junior, Claudio Maluf Haddad, Katia Maria Paschoaletto Micchi De Barros Ferraz, Luciano Martins Verdade
Fatores sazonais e espaciais na predação de bovinos por onças


Ferran Jori, Mathieu Bourgarel, Cyntia Cavalcante Santos, Philippe Chardonnet,  Alexandra Zimmermann, Roberto Coelho, Julie Maillet Mezeray
Importância da onça parda (Puma Concolor) e onça pintada (Panthera Onça) no conflito com os fazendeiros no Pantanal e atitude dos fazendeiros para com a onça pintada


Octavio César Rosas Rosas, Louis C. Bender, Raul Valdez
Importancia de la depredación de jaguares (Panthera Onca) y pumas (Puma Concolor) sobre ganado doméstico en el noreste de Sonora, México


Juliana Griese, Telma Regina Alves, Profa. Dra. Renata Cristina Batista Fonseca, Prof. Dr. Edson Ramos Siqueira
Predação e prevenção de ataques ao rebanho ovino por onça-parda (Puma Concolor) na Fazenda Experimental Edgárdia, UNESP, Botucatu, SP


Paula Ferro Ordoñez, Mathieu Bourgarel, Cyntia Cavalcante Santos, Philippe Chardonnet, Francine Mariotti, Nicolas Drunet
Uso do sistema de informação geográfica para determinar a distribuição das onças pintadas (Panthera Onça Palustris) e pardas (Puma Concolor) e avaliar o risco de predação do gado no Pantanal Sul-mato-grossense


Érico De Sá Petit Lobão, Dr. Sérgio Luiz Gama Nogueira Filho
Conflitos entre produtores rurais e mamíferos silvestres na região cacaueira do sul da Bahia, Brasil


Aída Otálora Ardila
Daño provocado por mamíferos silvestres en cultivos en encino (Santander, Colombia)


Joaquín Bello Gutiérrez, Stefan L. Arriaga-Weiss, Rosa A. Florido,  Marco A. López-Luna, Humberto Hernández-Trejo, Eduardo Moguel-Ordóñez
Fauna silvestre de zonas inundables influidas por actividades hidráulicas en Tabasco, México


Jorge Calvimontes Ugarte, Miriam Marmontel
Percepções, conflitos e uso das espécies carismáticas (Panthera Onca, Lontra Longicaudis, Pteronura Brasiliensis, Inia Geoffrensis, Sotalia Fluviatilis, Melanosuchus Niger, Caiman Crocodilus, Arapaima Gigas, Harpya Harpyja E Trichechus Inunguis) pelos moradores da RDS Amanã, Brasil.


Sandra Mara De Araújo Ananias, Kelly Cristina Araújo Pansard, Renata Gonçalves Ferreira
Reserva de fauna combina com turismo sustentável?


Luis Fernando Pacheco
Conflicto entre mamíferos silvestres y cultivos en un área protegida yungueña, Bolivia


Joaquín Bello Gutiérrez, Sandra Maria Méndez-Izquierdo
Daños de fauna silvestre en cultivos de frijol en Agua Blanca, Tacotalpa, Tabasco, México


Luciana Surita Da Motta Macedo, David Mauricio Ossa Restrepo, Jose Julian Rodriguez Quitiaquez, Pedro Henrique Arosteguy De Carvalho Siqueira, Renata Bocorny De Azevedo, oisés Mourão Jr., Edivaldo Victor De Lima
Fauna silvestre sob pressão antrópica no município de Boa Vista, Roraima


Benoit De Thoisy, Sébastien Brosse, Cécile Richard-Hansen, Viviane Thierron
Rapid evaluation of relationships between impacts of forest anthropic activities and threats on biodiversity in French Guiana

 

 





Rosario Arispe, Damián Rumiz, Claudia Venegas, Andrew Noss
El conflicto de la depredación de ganado por jaguar (Panthera Onca) en Santa Cruz, Bolivia

Resumen:
El jaguar es el depredador más grande de las tierras bajas y se encuentra amenazado por la destrucción de hábitats y la cacería. Sobrevive principalmente en bosques naturales más o menos continuos conformados por áreas protegidas, de uso forestal y ganadero. En el departamento de Santa Cruz, el área de bosques y sabanas dedicada a la ganadería extensiva (31%) representa una opción de uso del suelo favorable a la conservación de biodiversidad, ya que rodea y en gran parte conecta las áreas protegidas. Para conocer la percepción de los ganaderos acerca de las pérdidas ocasionadas por ataques de jaguar, se visitaron y encuestaron 85 estancias (entre 300 - 90.000 ha y 50 - 12.000 cabezas) de la Chiquitania, Chaco y Pantanal en Santa Cruz. El 87% de las estancias encuestadas realizan un manejo extensivo del ganado, la mayoría reportó tener problemas de ataques de jaguar. Los reportes de cacería en los últimos cuatro años totalizaron 347 jaguares y 230 pumas sacrificados en éstas estancias. Consultados sobre los problemas principales de la producción, los ganaderos reportaron que el pasto pobre, el abigeato, la sequía e inundaciones son los factores más críticos. Según la perspectiva de quienes respondieron, para disminuir los ataques al ganado había que matar (29%) o ‘correr’ (8%) a los jaguares, implementar mejoras en el manejo de ganado (15%), o mantener las presas naturales del jaguar (6%). Se evaluó la muerte de ganado vacuno registrado durante 16 años en una estancia de la Chiquitania, de un total de 1559 muertes registradas 731 (47%) fueron causadas por ataques de jaguar y puma, 23% por serpientes, 14% debido a distintas enfermedades y 16% por otras causas. De las 731 muertes de ganado asignadas al jaguar, el 76.5% afectó a vacunos de corta edad, desde recién nacidos hasta un año. En febrero de este año organizamos un taller con ganaderos y otros actores en el que se propusieron y discutieron soluciones que favorecen la producción ganadera así como también la conservación de la fauna silvestre. Los resultados sugieren continuar el esfuerzo de trabajo de investigación aplicada a la conservación con este sector.




Francesca Belem Lopes Palmeira, Peter Gransden Crawshaw Junior, Claudio Maluf Haddad, Katia Maria Paschoaletto Micchi De Barros Ferraz, Luciano Martins Verdade
Fatores sazonais e espaciais na predação de bovinos por onças

Resumo:
A predação de animais domésticos por onças é influenciada por diversos fatores ambientais. Identificar quanto, como e onde a predação ocorre é fundamental para avaliar a dimensão real do conflito. Nesse contexto, a predação de bovinos por onças pardas (Puma concolor) e onças pintadas (Panthera onca) foi investigada em uma Fazenda no Município de Bonópolis, Norte do Estado de Goiás, Centro-Oeste do Brasil. Para isso, foi utilizado o banco de dados da Fazenda (Boletim Pecuário Mensal) de 1998 a 2003. O manejo praticado na Fazenda variou em função da estação climática (seca e chuvosa), categoria dos bovinos (idade, sexo), tipo, tamanho (ha) e localização dos pastos. A predação ocorreu de acordo com o período de nascimentos de bezerros, idade dos bovinos (meses) e localização dos pastos. A predação foi sazonal e influenciada pelo período de nascimentos de bezerros. A predação teve uma forte associação negativa com a idade dos bovinos (rs=-0,80, p<0,05). Com o aumento da idade dos bovinos (>12 meses) a predação fo reduzida. A predação foi seletiva e ocorreu somente em 31,2% (n=68) dos pastos que geralmente estavam localizados no entorno de fragmentos florestais e matas ciliares. A partir desses resultados é possível conduzir experimentos e testar medidas preventivas para reduzir os danos causados pela predação. É necessário monitorar o que ocorreria caso os bezerros fossem retirados dos pastos com maior incidência de predações e mantidos, exclusivamente, nos pastos afastados dos fragmentos e menos vulneráveis. A predação se reduziria? A predação se iniciaria com os bovinos adultos (>24 meses) após a retirada dos bezerros dos pastos com maior incidência de predações? A predação continuaria sobre os bezerros mesmo nos pastos mais afastados dos fragmentos? Responder a essas questões pode favorecer a escolha adequada do método mais eficiente para evitar a predação. Em adição, é necessária uma abordagem científica envolvendo os aspectos bio-ecológicos e sócio-econômicos com a participação dos proprietários locais, instituições governamentais e não-governamentais. Sendo enorme a complexidade dessas interações, um grande esforço deve ser feito na busca da interface entre a produção pecuária e a conservação das onças.




Ferran Jori, Mathieu Bourgarel, Cyntia Cavalcante Santos, Philippe Chardonnet,  Alexandra Zimmermann, Roberto Coelho, Julie Maillet Mezeray
Importância da onça parda (Puma Concolor) e onça pintada (Panthera Onça) no conflito com os fazendeiros no Pantanal e atitude dos fazendeiros para com a onça pintada

Resumo:
A coabitação entre os humanos e os animais silvestres é freqüentemente uma fonte de conflito. No pantanal os fazendeiros criadores de gado estão em conflito com a onça parda (Puma concolor) e a onça Pintada (Panthera onça), duas espécies ameaçadas que matam cada ano muitas cabeças de gado. O objetivo deste estudo foi estudar a responsabilidade das duas onças nas perdas do gado relatadas pelos fazendeiros e avaliar suas reações e percepções devido às perdas e proteção das onças. Dados sobre predação do gado e atitude dos proprietários foram obtidos com entrevistas realizadas em 2000 e 2001 em 48 fazendas representativas do Parque Regional do Pantanal, uma área de 44 000 km2 do Pantanal Sul. Observamos que 93.8% das fazendas tinham onças. Mas onças pardas estiveram presente em 90% das propriedades contra 52% de onças pintadas. Quanto à responsabilidade no conflito, não houve diferença significativa entra as duas, mesmo assim a onça parda (699 cabeças) matou globalmente mais cabeças de gado que a onça pintada (521 cabeças) no ano 2000. O número de cabeças mortas pela Onça Pintada aumentou com o tamanho das fazendas e diminuiu com a densidade do gado e a percentagem de pastagens formadas. Quanto á percepção dos fazendeiros, 87% dos questionados pensam que a situação é um problema que precisa ser resolvido, e 82% acham que as Onças merecem proteção. Em fim, 27% não querem viver com onças nas propriedades deles. Nós observamos uma relação negativa entre o nível da tolerância dos fazendeiros para com a Onça pintada e o número de cabeças de gado perdidas. Pelo contrário, esta tolerância aumentou com o nível de investimento no manejo do gado ou quando a Onça parda era responsável pela maior parte das perdas do gado. Fazendeiros querem conservar a biodiversidade do Pantanal e modificar o manejo de gado. Concluímos que a conservação do Pantanal necessita ser realizada nas fazendas e, apesar da importância da onça pintada como uma espécie indicadora, todas as iniciativas de conservação sobre o conflito com as onças no Pantanal, devem sempre tomar em consideração as duas espécies.




Octavio César Rosas Rosas, Louis C. Bender, Raul Valdez
Importancia de la depredación de jaguares (Panthera Onca) y pumas (Puma Concolor) sobre ganado doméstico en el noreste de Sonora, México

Resumen:
El jaguar se encuentra enlistado como en peligro de extinción y protegido en México desde 1987. En el noreste de Sonora, México se localiza una población residente de jaguares en el municipio de Nácori Chico aproximadamente a 270 km de la frontera México–Estados Unidos. Sin embargo, en esta región los jaguares son escasos y se encuentran amenazados principalmente por el control de depredadores y posiblemente por insuficiencia de presas naturales. El presente trabajo planteó determinar el impacto e importancia de la depredación de jaguares y pumas en el ganado. Por medio de investigación de campo, entrevistas y análisis de la dieta de ambos felinos se encontró que el jaguar en esta región principalmente se alimentó de ganado y venado cola blanca de acuerdo al análisis de excretas y restos de presas (57% y 24% de biomasa consumida respectivamente; y 45 depredaciones sobre ganado). Los pumas se alimentaron principalmente de venado cola blanca , pecarí de collar y ganado (57%, 11%, y 6% de biomasa consumida). Las sequías recurrentes obligaron mantener al ganado cerca de los cuerpos de agua permanente, provocando conflictos ganado-jaguar. Desde 1999 al menos 11 jaguares han sido ilegalmente cazados en esta región debido a la depredación sobre ganado. Los ganaderos del lugar reclamaron $109,000 USD por pérdidas. Sin embargo, la depredación real de jaguar y puma sobre ganado ($9,571 USD) parece ser mínima (< 10% de las pérdidas totales de ganado, 1999–2004). Se determinó que por otras causas se pierde el ganado como; causas desconocidas, mal parto, abandono de cría, enfermedades y otros depredadores. La sobrevivencia de los becerros fue alta a través de todo el año (~90%). Sin embargo la depredación del jaguar sobre ganado en pequeños hatos puede ser un problema difícil de sobreponer para el ganadero promedio de esta región de Sonora.




Juliana Griese, Telma Regina Alves, Profa. Dra. Renata Cristina Batista Fonseca, Prof. Dr. Edson Ramos Siqueira
Predação e prevenção de ataques ao rebanho ovino por onça-parda (Puma Concolor) na Fazenda Experimental Edgárdia, UNESP, Botucatu, SP

Resumo:
A predação de ovinos por onça-parda (Puma concolor) está se tornando comum na região de Botucatu, onde restam poucos remanescentes de vegetação natural (Cerrado e Floresta Estacional Semidecidual) e os animais silvestres cada vez mais têm maior contato com o homem e suas atividades. Em 1999 teve início uma série de ataques ao rebanho ovino da Fazenda Experimental Edgárdia, que se estenderam até o ano 2003, variando o número de animais predados, o período e as condições em que os ataques ocorreram. Para prevenir os ataques e garantir a permanência do animal na região deu-se início um trabalho conjunto entre o setor de criação de ovinos da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), o Departamento de Recursos Naturais (DRN) da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) (ambas da UNESP, Campus de Botucatu) e a Coordenadoria de Recursos Naturais da ONG SOS Cuesta de Botucatu, com o apoio do Centro Nacional de Predadores Naturais (CENAP – IBAMA). Foi realizado um diagnóstico e um monitoramento dos ataques, ntes e depois da adoção de medidas de prevenção. O DRN juntamente com a ONG SOS Cuesta iniciou o monitoramento dos mamíferos carnívoros da fazenda por meio de seus rastros, vestígios, fezes e entrevistas com funcionários e moradores. Entre 1999 e 2003, 121 ovinos foram predados, com predomínio de ataques durante a estação seca, sempre a partir de junho. Foram observadas pegadas tanto de felinos adultos como de filhotes em áreas vizinhas à criação. Foi instalada, pela FMVZ, uma cerca elétrica, com 1,80m de altura e 11 fios de arame, alternadamente eletrificados para proteção do rebanho. Após o início dos trabalhos de prevenção e monitoramento apenas um ataque a um potro foi registrado fora da área protegida no início do ano de 2004. Conclui-se que as medidas adotadas foram eficientes para prevenir os ataques de onça-parda, uma vez que o animal ainda está presente na fazenda inclusive com evidencias de novas crias. Ressalta-se a importância de um trabalho conjunto entre profissionais e entidades preocupadas com  estudo e a conservação da fauna silvestre e os produtores rurais.




Paula Ferro Ordoñez, Mathieu Bourgarel, Cyntia Cavalcante Santos, Philippe Chardonnet, Francine Mariotti, Nicolas Drunet
Uso do sistema de informação geográfica para determinar a distribuição das onças pintadas (Panthera Onça Palustris) e pardas (Puma Concolor) e avaliar o risco de predação do gado no Pantanal Sul-mato-grossense

Resumo:
No pantanal os fazendeiros estão em conflito com as onças por causa da predação do gado. As duas espécies de felinos ameaçadas matam cada ano muitas cabeças de gado. A realidade e a amplitude do conflito são o foco de discussões controversas entre fazendeiros e ecólogos principalmente porque falta uma visão regional do problema. Com o objetivo de entender mais este conflito, foram realizadas, através do Instituto do Parque Regional de Pantanal (IPP), uma coleta de dados sobre 445 fazendas que representam uma superfície pesquisada de mais de 2 000 000 hectares. Primeiramente, estabelecemos mapas de distribuição das duas onças. Em seguida, baseado na concepção de um SIG, estimamos por cada fazenda (i) o risco de haver um caso de predação por cada onça no ano e (ii) o número de cabeças de gado morto por ataque pelas duas onças. Por cada modelisação testamos o efeito de fatores como densidade de gado, indexo de abundancia de animais silvestres, quilômetros de vazantes e rios permanentes. Nossos resultados confirmam que a Onça parda esteve presente no todo o Pantanal sul com uma distribuição larga e homogênea enquanto a Onça pintada ficou mais ligada ás regiões com matas ciliares, cordilheiras e rios permanentes. Com a presença de Onça pintada no rio permanente na fazenda aumentou o risco de predação e o número de cabeças mortas, enquanto uma maior abundancia de animais silvestres e a presencia de vazante nas fazendas diminuíram. Por Onça parda é quase oposto: a presença de vazante aumentou o risco de predação e a quantidade de gado morto, enquanto a densidade de gado diminuiu. Mostramos que as duas espécies de felinos têm um papel importante no conflito com os fazendeiros mas que a importância delas depende em primeiro lugar das características físicas das fazendas hábitats.




Érico De Sá Petit Lobão, Dr. Sérgio Luiz Gama Nogueira Filho
Conflitos entre produtores rurais e mamíferos silvestres na região cacaueira do sul da Bahia, Brasil

Resumo:
Pelo menos doze espécies de mamíferos, pertencentes a cinco ordens distintas, são os principais responsáveis por danos às atividades agropecuárias de produtores da região cacaueira do sul da Bahia. O cacau (Theobroma cacao) é o cultivo mais afetado, sobretudo por roedores, entre eles estão o rato-do-cacau (Muridae) e a paca (Cuniculus (Agouti) paca Linnaeus 1766). Os produtores de mandioca (Manihot esculenta) são prejudicados essencialmente por dasipodídeos e caititus (Tayassu tajacu Linnaeus 1756). Carnívoros também causam muitos danos aos produtores da região, em especial nas criações de galinha caipira. Na região a caça está associada principalmente ao valor de consumo do animal, posto que os animais mais caçados são utilizados para o consumo. No entanto, os carnívoros foram caçados devido aos danos que estes animais provocam. Os animais são caçados essencialmente com espingarda e cães, mas armadilhas também são utilizadas. O período mais frenquentemente usado para a caça é o verão, época de estiagem na região sul da Bahia.




Aída Otálora Ardila
Daño provocado por mamíferos silvestres en cultivos en encino (Santander, Colombia)

Resumen:
Se estimó la abundancia de las especies de mamíferos asociados a los cultivos de yuca en tres fincas con presencia de cultivos de yuca con áreas y estado de desarrollo similares en el municipio de Encino (Santander, Colombia) . El muestreo se desarrolló durante la temporada de invierno y se emplearon trampas de huellas y recorridos de búsqueda de rastros en cada cultivo. Adicionalmente se estimó el número de las plantas totales de cada cultivo y el número de plantas dañadas.

La especie más abundante en los cultivos fue Dasyprocta puctata y adicionalmente se registraron las especies de Dasypus novemcinctus y un roedor no identificados. Así mismo, el daño provocado por D. punctata fue significativo en los cultivos corroborando los comentarios de la comunidad quienes los consideran plaga. La abundancia de D. punctata puede estar relacionada con la presencia de bosques riparios, cafetales con árboles de sombrío y zonas de bosque continuo cercano que pueden actuar como corredores y permitir el desplazamiento entre fincas, sumado a la presencia de formaciones rocosas que les ofrecen refugio. Sin embargo, el daño provocado a los yucales ha conllevado a que la gente local utilice la cacería indiscriminada como único medio de control afectando las poblaciones de esta especie, por lo que se proponen planes de manejo con los propietarios con miras a proteger sus poblaciones.




Joaquín Bello Gutiérrez, Stefan L. Arriaga-Weiss, Rosa A. Florido,  Marco A. López-Luna, Humberto Hernández-Trejo, Eduardo Moguel-Ordóñez
Fauna silvestre de zonas inundables influidas por actividades hidráulicas en Tabasco, México

Resumen:
El objetivo fue estimar el número de especies de peces, anfibios, reptiles, aves y mamíferos, que pueden ser potencialmente afectadas por obras hidráulicas (drenes, bordos, compuertas) en zonas inundables del estado de Tabasco. El área del proyecto hidráulico es de 105,155 hectáreas con centro en la ciudad de Villahermosa, Tabasco, México. Se generaron tres escenarios de afectación: inundación moderada, extraordinaria y sequía. Los escenarios fueron elaborados a partir de las unidades ambientales de la zona con base en los tipos de vegetación. La estimación del valor de amenaza por unidad ambiental consideró tres valores de riesgo: superficie de cada unidad ambiental, nivel de inundación; el tercero se calculó a partir de la presión de las siguientes variables: cambio de uso de suelo, inundación, deforestación, sobreexplotación de especies, uso de agroquímicos, incendios, rellenos y extracción de madera. Se seleccionaron especies de cada grupo taxonómico que pudieran ser afectadas, con base en características como estado de conservación, tipo de alimentación, hábitos de descanso y resiliencia. Las unidades con mayor riesgo por su superficie son zarzal, tintal, ripario y palmar, y por riesgo de inundación son vegetación acuática, manglar, mucal y tintal. En el escenario ordinario tres especies de peces pueden ser afectadas en cuatro unidades ambientales, para herpetofauna son 11 especies en cuatro unidades ambientales, para aves y mamíferos son seis y tres especies respectivamente en manglar, tintal y vegetación riparia. En el escenario de inundación extraordinario dos especies de peces en cuatro unidades son afectadas, con herpetofauna son cinco las unidades a afectar con 11 especies, mientras que para aves son 7 las especies y tres de mamíferos en cuatro unidades ambientales para ambos grupos. Para desecación solo los peces son afectados con nueve especies en cinco unidades. Los impactos principales son disminución de riqueza de especies en ambientes arbolados y acuáticos, incremento de la abundancia de especies e ambientes terrestres abiertos, cambio en la proporción de especies terrestres: acuáticas y pérdida de hábitat de reproducción y alimentación. Se sugieren actividades de restauración y mejoramiento de hábitat, así como monitoreo poblacionales de las especies sensibles.




Jorge Calvimontes Ugarte, Miriam Marmontel
Percepções, conflitos e uso das espécies carismáticas (Panthera Onca, Lontra Longicaudis, Pteronura Brasiliensis, Inia Geoffrensis, Sotalia Fluviatilis, Melanosuchus Niger, Caiman Crocodilus, Arapaima Gigas, Harpya Harpyja E Trichechus Inunguis) pelos moradores da RDS Amanã, Brasil.

Resumo:
Entre agosto e novembro de 2004 foi realizado, num total de 15 comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, um levantamento das percepções, usos e possíveis conflitos entre os moradores e um grupo de espécies que, por gerar empatia no público em geral e por suas relações com as populações locais, foram definidas como as “espécies carismáticas” da Reserva. Foram utilizados dois métodos: entrevistas semi-estruturadas e reuniões comunitárias. Além disto, inúmeros contatos informais foram feitos com os comunitários, os quais forneceram um volume adicional de informações e permitiram a adequação às realidades locais. Ao longo do trabalho de campo foi possível identificar diferentes tipos de relacionamento entre os comunitários e estas espécies, que podem estar em função do uso, tanto histórico como recente; dos conflitos com as atividades econômicas, como pesca ou criação; do medo que os comunitários podem ter de algumas delas, baseados em fatos reais ou em percepções negativas do seu comportamento de crenças quase míticas e até do quase desconhecimento ou neutralidade. Uma conclusão importante é o fato dos moradores da Reserva não acreditarem na extinção, porque “o que Deus deixou no mundo nunca acaba”, idéia muito perigosa quando se fala em conservação e manejo. Os dois principais conflitos são os referentes à pescaria, quando algumas espécies aquáticas rasgam as malhadeiras para roubar peixes ou competem pelo recurso, pelo menos desde a percepção dos comunitários. E o medo a serem atacados por animais “atrevidos, perigosos e valentes”, devido ao aumento da população humana e de algumas espécies, que aparentemente estão em um processo de recuperação na área. O conhecimento tradicional que os comunitários têm destas espécies ajuda muito na pesquisa e no manejo futuro, sendo de muita importância seu registro. Embora, também existe certo desconhecimento da biologia de algumas espécies por parte dos comunitários, o que pode ser um perigo ante sua possível recuperação na Reserva. Os costumes de consumo de algumas espécies também precisam ser bem mais compreendidos e manejados na área. Fica claro que é necessário desenvolver campanhas de educação ambiental e trabalhos que envolvam os comunitários nas pesquisas para garantir a conservação das espécies.




Sandra Mara De Araújo Ananias, Kelly Cristina Araújo Pansard, Renata Gonçalves Ferreira
Reserva de fauna combina com turismo sustentável?

Resumo:
A compreensão tradicional da natureza como fonte ilimitada de recursos vem passando por modificações, que começaram a partir dos anos 60/70 quando se percebeu que os recursos naturais são esgotáveis e que o crescimento sem limites se revelou insustentável. Uma das soluções que vem sendo apresentada para a conservação do meio ambiente é o estabelecimento de áreas legalmente protegidas. Nesse sentido, o objetivo desse trabalho é mostrar a importância para a conservação de uma área de grande interesse econômico e ambiental – a região de Pipa, litoral sul do Estado do Rio Grande do Norte, Brasil – visto essa ser utilizada com freqüência por golfinhos da espécie Sotalia guianensis, bem como representar uma área de relevância econômica para a comunidade local. Embasados em uma fundamentação teórica com informações acerca da presença dos animais e de um exame diagnóstico, contendo informações socioeconômicas do distrito de Pipa, foi proposta a criação de uma Unidade de Conservação pertencente ao município de Tibau do Sul. Essa região tem como principal fonte econômica o turismo, e uma das principais atividades são os passeios de barco para a observação de golfinhos, conhecidos popularmente por boto cinza. Entretanto, nos últimos anos um maior número de embarcações turísticas passou a freqüentar as praias desta região e, segundo pesquisas realizadas no local, o comportamento atualmente adotado por algumas dessas embarcações seria o principal motivo da redução no número de botos avistados, bem como alterações na freqüência das atividades desses animais. Dessa forma, conclui-se que apesar do turismo observacional representar uma das principais atividades econômicas no local, a espécie alvo desse turismo tornou-se vulnerável; o uso equilibrado deste recurso natural tornou-se indispensável para a manutenção da espécie na região e para a continuidade de um ambiente sócio-economicamente equilibrado para a comunidade local; todos esses fatores subsidiando a criação da Reserva de Fauna Costeira de Tibau do Sul.




Luis Fernando Pacheco
Conflicto entre mamíferos silvestres y cultivos en un área protegida yungueña, Bolivia

Resumen:
Al establecerse el Parque Nacional y ANMI Cotapata, queda prohibida la cacería. Como resultado, los agricultores optaron por: 1) uso de venenos, 2) reclamos ante el parque. Comenzamos evaluando el daño por mamíferos silvestres a cultivos anuales, cuantificado usando un diseño de exclusiones y controles. Los animales depredaron entre 1,4 y 68,6 veces más plantas en parcelas control que en exclusiones, dependiendo del cultivo. Las especies más dañinas fueron Pecary tajacu y Dasyprocta variegata. Posteriormente evaluamos la efectividad de dos métodos de mitigación del daño: 1) cuidados intensivos, con visitas al cultivo cada 1 y1/2 días, apertura de franjas entre cultivo y el bosque e instalación de objetos y olores para ahuyentar animales (prácticas agroculturales) y 2) cacería de control, según el método tradicional en que el campesino esperaba y cazaba a los animales en su cultivo. La proporción de plantación perdida fue superior en parcelas sin tratamiento (26, 86%), en comparación a las que recibieron práctcas agroculturales (7,31%) y cacería (4,78%). Aparentemente los tratamientos funcionaron de manera parcial en la mitigación de los daños al aplicarlos de forma separada. Una aplicación conjunta podría ser más efectiva y disminuiría costos. En todo caso, proponemos que el manejo del conflicto debe tener otro componente de compensación al campesino por los costos asociados a la conservación. Esta compensación no debe ser económica directa (dinero), sino mediante programas de manejo de vida silvestre (fauna y flora) que generen beneficios económicos. Estos programas deben ser explícitamente aceptados por los campesinos como una forma de compensación, de manera que el vínculo entre la economía y la conservación quede clara y sea demostrable.




Joaquín Bello Gutiérrez, Sandra Maria Méndez-Izquierdo
Daños de fauna silvestre en cultivos de frijol en Agua Blanca, Tacotalpa, Tabasco, Mexico

Resumen:
Se evalúa el daño por fauna silvestre a cultivos fríjol en Agua Blanca, Tacotalpa, Tabasco, México. La vegetación del área combina selva mediana y alta perennifolia con acahual, cultivos y potreros. Se muestrearon dos temporadas de siembra (2004 y 2005). Se seleccionaron ocho cultivos por temporada, localizados en dos ambientes: cerros de topografía accidentada y lomas con pendientes menos pronunciadas. Se buscaron rastros asociados a plantas con indicios de consumo por mamíferos. El daño producido por cultivo se evaluó en porcentaje, estimado por el número de plantas dañadas respecto al número de plantas producidas. Se analizó para cada año si el daño varía por especie y etapa de desarrollo (plántula, floración y planta con vainas). Cada cultivo se caracterizó con base en el tipo de vegetación dominante, ubicación, cobertura vegetal adyacente y distancia de daño al interior del cultivo. Se registraron daños por conejo, temazate y venado cola blanca, además de daños por aves, insectos y una enfermedad llamada “chamusco”. En 2004 se sembraron 36,043 plantas de ellas 2,933 afectadas. El 1.4% del total de plantas fue dañado por venado cola blanca, el 0.05% por conejo, y el 6.8% por temazate. Para 2005 se sembraron 28,120 plantas y afectadas 737 plantas por mamíferos, que corresponde al 2.62% del total. El 1.6% de las plantas fueron dañadas por temazate, 1.3% por cola blanca y el mayor daño fue (50%) fue por chamusco (P=0.04). En ambos años el mayor daño fue cuando la planta tiene vaina aunque lo que se consume son las hojas. El temazate afecta los cultivos en cerros con vegetación densa y el cola blanca en zonas planas y con menos cobertura. Los venados afectan más la orilla de los cultivos y aves e insectos se internan más en el cultivo (P=0.001). Los daños provocados por la fauna silvestre son de bajo impacto y se tienen más daños por factores climáticos, aspecto que debe ser difundido entre las comunidades de la zona.




Luciana Surita Da Motta Macedo, David Mauricio Ossa Restrepo, Jose Julian Rodriguez Quitiaquez, Pedro Henrique Arosteguy De Carvalho Siqueira, Renata Bocorny De Azevedo, Moisés Mourão Jr., Edivaldo Victor De Lima
Fauna silvestre sob pressão antrópica no município de Boa Vista, Roraima

Resumen:
Definindo pressão antrópica como o conjunto de espécies animais sejam para comercialização, alimentação, estimação, bem como as espécies sujeitas a atropelamentos e aquelas que praticam invasão domiciliar. A fiscalização da Secretaria Municipal de Gestão Ambiental e Assuntos Indígenas (SMGA), registrou ao longo dos meses de fevereiro de 2005 a abril de 2006, 132 indivíduos de 49 espécies no município. Oito espécies, especialmente de répteis, sofreram pressão antrópica por meio de atropelamento ou invasão domiciliar. Sob a forma de comercialização, alimentação ou apreensão foram 41 espécies. As aves apresentaram o maior número (21 espécies), seguido de mamíferos (14 espécies) e répteis (06 espécies); por conta de atropelamento ou invasão domiciliar, os Squamata representam o maior número de espécies (07 spp) e os mamíferos são representados por somente uma espécie Cerdocyon thous, Canidae. A pressão por Ordem foi observada em todos os grupos, sendo que no caso das aves os Passeriformes (12 espécies), foram os mais atingidos representados pelas famílias Emberizidae (06 spp), Icteridae (02 spp), Turdidae (02 spp), Cardinalidae (01 spp) e Fringilidae (01 spp), espécies canoras de estimação. No caso dos mamíferos foi observada entre os Xenarthra (05 espécies), representados pelas famílias Bradipodidae (01 sp), Dasypodidae (02 spp) e Myrmecophagidae (02 spp), utilizados como animais de estimação ou alimentação. Já no caso dos répteis foi observada entre os Testudinata, representados pelas famílias Podocnemididae (01 sp) e Testudinidae (02 spp), utilizados como animais de estimação e alimentação. Os usos mais freqüentes são: animal de estimação (32 spp), alimentação (13 spp) e uso ritual (06 spp). O grupo que apresentou maior abundância foi o de aves, com 68 exemplares; destes a grande maioria pertence a ordem Passeriformes (49 espécimes), seguido de Psittaciformes (08 espécimes) e Galliformes (07 espécimes). O segundo grupo sob maior pressão antrópica foi o de répteis (40 espécimes), dos quais a grande maioria (34 espécimes) pertence a ordem Testudinata. O grupo dos mamíferos apresentou o menor número (24 espécimes), tendo nas ordens Xenarthra (10 espécimes), Primata (04 espécimes) e Rodentia (04 espécimes) o maior número de espécimes.




Benoit De Thoisy, Sébastien Brosse, Cécile Richard-Hansen, Viviane Thierron
Rapid evaluation of relationships between impacts of forest anthropic activities and threats on biodiversity in French Guiana.

Abstract:
Impacts of human activities (hunting, opening of tracks, logging, …) on wildlife are well documented. Nevertheless, methodological tools allowing to locate and quantify the intensity of these impacts at a large geographic scale are still poorly developped. Sanderson et al. (BioScience 2002) proposed a method to map human impacts, based on scores depending of the nature of the activities. A map of human footprint, using these scores adapted to French Guiana and a superimposition of geographic data of human densities, land occupation, tracks, roads, rivers, logging and gold mining activities, was realized. In order to evaluate the reliability of this map to highlight interactions between human activities and biodiversity, the cumulated score of human impacts was crossed with faunistic data on 35 forest sites. Each of these sites was characterized by a human impact score, and was surveyed with the line-transect sampling method. We showed that the human footprint score was negatively correlated to the diversity of primate species, and negatively correlated to the abundance of three sensitive species, the brown capuchin, the red howler, and the black spider monkey. Field observations also allowed to demonstrate a strong correlation between the diversity of the primate community and the total richness of recorded megafauna. Lastly, a distance of 80 km length for the transect effort was confirmed for reliable estimations of the richness and and abundance of monkeys. This work shows the relevance of the study of primate communities as indicator of the megafauna status, and the relevance of a map cumulating human impacts to a rapid identification of areas where biodiversity is threatened.