Tanto queixadas (Tayassu pecari) quanto catetos (Pecari tajacu) são mamíferos (frugívoros/omnívoros) abundantes e comuns em florestas neotropicais e seu papel como predadores e dispersores de frutos afeta a biodiversidade de certos habitats florestados.
Os queixadas são os únicos animais ungulados que formam grandes bandos (50-300 indivíduos), portanto, seus efeitos sobre os habitats florestados podem ser grandes.
Desafios para a conservação
Entretanto, a eliminação dos queixadas e catetos causaria alterações no habitat e danos ainda maiores. Devido a este impacto no ecossistema, queixadas foram classificados como “espécies da paisagem” e significa que a sua conservação ajuda a preservar muitas outras espécies pois têm impacto significante na estrutura e funcionalidade do ecossistema.
Queixadas foram uma das “espécies da paisagem” escolhidas pela comunidade científico, durante um workshop realizado pela WCS-Brazil e Embrapa-Pantanal. Esforços conservacionistas tendo espécies de paisagem como foco, auxiliam na manutenção da integridade regional da biodiversidade e da ecologia, uma vez que as espécies escolhidas utilizam áreas grandes e diversas, têm impacto significante na estrutura e funcionalidade do ecossistema, e são vulneráveis às ameaças ambientais criadas pelo homem.
Enfoque de conservação
Para prevenir novos desmatamentos e todas as suas conseqüências no Pantanal Brasileiro e em seu entorno, WCS Brasil/Pantanal no projeto: "Conservando a biodiversidade do Pantanal e Planalto com a comunidade rural do Mato Grosso do Sul".

O projeto esta trabalhando com proprietários para a promoção de práticas de manejo sustentável que sejam alternativas rentáveis ao invés de desmatamento e mudança de habitat.
Com a preservação da biodiversidade, turismo cientifico, e cursos de capacitação para as escolas pantaneiras e comunidade local, o projeto tambem tem beneficiado Fazendas pecuárias e com atividades de ecoturismo.
Objetivos
O propósito do estudo foi investigar os fatores ecológicos relacionados à sua persistência nesse fragmento da floresta e comparar a vulnerabilidade das duas espécies aos problemas associados à fragmentação do habitat.
Aprendemos que a preservação da qualidade e diversidade dos habitats em pequenos fragmentos da floresta Atlântica são importantes para a manutenção população de queixadas nestas áreas que são típicas de fragmentos muito maiores e de florestas contínuas.
De forma a desenvolver um plano geral de manejo e compreender completamente os efeitos da fragmentação do habitat na ecologia e comportamento dos pecarideos, estamos a 10 anos pesquisando queixadas e catetos, e outros frugivoros na bacia do Pantanal e no planalto entorno, origem das águas que adentram ao Pantanal, e aonde aproximadamente 60% do Cerrado foi desmatado e transformado em terra de cultura (por exemplo soja, milho e algodão) nos últimos 50 anos.
Atividades
Apesar do aumento da interferência humana durante os últimos 50 anos, o ecossistema do Pantanal é considerado um dos biomas mais preservados no Brasil. Sob a perspectiva da conservação, esta preservação é resultado de uma combinação favorável de fatores ambientais e sócio-econômicos.
Enquanto a cheia disponibiliza pastagens sazonais de alta qualidade para animais herbívoros, ela também limita o desenvolvimento em larga escala da região. No entanto, a região é ameaçada por uma variedade de atividades antrópicas, que se intensificou nos últimos 30 anos.
Queixadas e catetos são espécies nativas da região e nosso projeto tem adequerido estudos sobre a dinâmica populacional, uso de território e recursos e ecologia comportamental, monitoramento epidemiológico, e avaliar o grau de variabilidade a estruturação genética das populações de catetos e queixadas, além do padrão de dispersão dessas espécies usando marcadores moleculares.
Ameaças
Os pecarídeos são especialmente vulneráveis ao desmatamento e fragmentação do habitat, pois eles utilizam grandes áreas e uma variedade de habitat florestais e frutos. Grandes extensões de habitats preservados ainda são encontrados no Pantanal.
