7. Conservação, uso e manejo de fauna por comunidade.


Onofra Cleuza Rigamonte-Azevedo, Silvia Helena da Costa Brilhante, Charles Caster Coimbra de Souza, Marília Nóbrega Alves da C. Fonseca, Airton Gaio Júnior, Aldemir Silva dos Santos, Edelson Carlos F. de Souza, Francisco Afonso Nunes da Silva, Leomar Nunes Cabral
MANEJO PARTICIPATIVO DE QUELÔNIOS DO ALTO JURUÁ, ACRE, BRASIL

Marília Nóbrega Alves da C. Fonseca, Silvia Helena da Costa Brilhante, Onofra Cleuza Rigamonte-Azevedo, Charles Caster Coimbra de Souza, Airton Gaio Júnior, Aldemir Silva dos Santos, Edelson Carlos F. de Souza, Francisco Afonso Nunes da Silva, Leomar Nunes Cabral
SENSIBILIZAÇÃO DE COMUNIDADES RIBEIRINHAS PARA A CONSERVAÇÃO DE QUELÔNIOS AQUÁTICOS NO VALE DO JURUÁ, ACRE

Wendy R. Townsend
LECCIONES APRENDIDAS SOBRE LOS PUEBLOS INDÍGENAS Y LA COMERCIALIZACIÓN DE CUEROS DE LAGARTOS (CAIMAN YACARE) EN EL ORIENTE BOLIVIANA

Alcides Ojopi Ch, Hermogenes Ortiz, Claudia Suarez, Eladio Guerrero, Miguel Paz, Jaime Paz, Humberto Saavedra,  Wendy R. Townsend
EL MANEJO DE LAGARTO (CAIMAN YACARE) EN EL TERRITORIO TRADICIONAL DEL PUEBLO INDÍGENA BAURE DEL BENI, BOLIVIA

Maria Del Pilar Tafur, Olga Montenegro
SOSTENIBILIDAD DE LA CACERÍA DE MAMÍFEROS EN LA COMUNIDAD DE ZANCUDO, RESERVA PUINAWAI, AMAZONIA COLOMBIANA: RESULTADOS PRELIMINARES

Adriana Kulaif Terra, Ronis da Silveira
PADRÃO DE CAÇA DE SUBSISTÊNCIA DE CABOCLOS E INDÍGENAS DO BAIXO RIO PURUS, AMAZÔNIA CENTRAL, BRASIL

Jorge Calvimonte, Miriam Marmontel
CAÇA DO PEIXE-BOI AMAZÔNICO (TRICHECHUS INUNGUIS) SOB UMA PERSPECTIVA HISTÓRICA NA RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AMANÃ, BRASIL

Michelle Guerra
FORMACIÓN DE UN CUADRO TÉCNICO DE ASESORES COMUNITARIOS PARA MANEJO DE FAUNA SILVESTRE EN AREAS NATURALES PROTEGIDAS

Rubén Cueva, Manuel Morales, Esteban Suárez, Victor Utreras,Eduardo Toral, Javier Torres, Leonidas Licui, Walter Andi, Wilmer Grefa
MANEJO DE FAUNA SILVESTRE EN TRES COMUNIDADES KICHWA DEL RÍO NAPO, PARQUE NACIONAL YASUNÍ, AMAZONÍA ECUATORIANA

Sônia Luzia Canto, Marcos Eduardo Coutinho, Augusto Klukskovski
ABATE COMERCIAL DE JACARÉS NA RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL MAMIRAUÁ – AMAZONAS

Danielle Lima, Miriam Marmontel, Jorge Calvimontes, Daniel Brito
PARTICIPAÇÃO DE MORADORES LOCAIS NO MONITORAMENTO DA POPULAÇÃO DE ARIRANHAS (PTERONURA BRASILIENSIS) DO ENTORNO DO LAGO AMANÃ, RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AMANÃ, AMAZONAS, BRASIL

Manuel Pereyra Moreyra, Rafael Pino Solano
PARTICIPACIÓN COMUNITARIA EN EL MANEJO DE RECURSOS NATURALES DE LA RESERVA COMUNAL PURÚS, UCAYALI, PERÚ

Raniere Costa Sousa Garcez, Carlos Edwar de Carvalho Freitas
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS CAPTURAS DE ARUANÃ (OSTEOGLOSSUM BICIRRHOSUM, VANDELLI 1829) NO LAGO GRANDE EM MANACAPURU AMAZONAS, BRASIL

Sidney Novoa Sheppard, Jorge Herrera Jorge, Jose Luis Mena Jose Luis, CN Bufeo, CN Gasta Bala, CN Laureano
APROVECHAMIENTO DE LA FAUNA SILVESTRE EN COMUNIDADES INDÍGENAS DE LA CUENCA ALTA DEL RÍO PURÚS, UCAYALI, PERÚ

Jorge Calvimontes, Miriam Marmontel, Michelle G. Guterres
ENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO NA PESQUISA SOBRE O PEIXE-BOI AMAZÔNICO (TRICHECHUS INUNGUIS) NA RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AMANÃ, BRASIL

Miriam Marmontel, Michelle Gil Guterres, Danielle dos Santos Lima, Jorge Calvimontes
CENTRO DE REABILITAÇÃO DE BASE COMUNITÁRIA COMO OPÇÃO PARA MANEJO DE FILHOTES DE PEIXE-BOI AMAZÔNICO (TRICHECHUS INUNGUIS) NA RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AMANÃ - RDSA, AMAZONAS, BRASIL

Rafael Pino Solano, Edwin Alves Hernandez, Arsenio Calle Cordova, Jose Grocio Gil Navarro
PHRYNOPS GEOFFROANUS TERCERA ESPECIE EN EL MANEJO REPRODUCTIVO DE QUELONIOS ACUÁTICOS EN LA AMAZONÍA PERUANA

Daniel Pais Nastacua, Hugo Paredes, Carlos Nastacuaz
PROGRAMA DE MANEJO DE FAUNA EN EL TERRITORIO AWÁ DEL ECUADOR

Danielle Lima, Miriam Marmontel, Daniel Brito
MONITORAMENTO POPULACIONAL DE ARIRANHAS (PTERONURA BRASILIENSIS) NOS IGARAPÉS DO ENTORNO DO LAGO AMANÃ, RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AMANÃ, AMAZONAS, BRASIL

Marcelo Derzi Vidal, Mario Thomé Souza
MANEJO COMUNITÁRIO DE QUELÔNIOS POR UMA COMUNIDADE RIBEIRINHA APOIADA PELO PROVÁRZEA/IBAMA

Eliseu Baniwa, Whaldener Endo, Glenn Shepard Jr., George Henrique Rebelo
A CAÇA DE SUBSISTÊNCIA E O USO DA VIDA SILVESTRE PELOS ÍNDIOS BANIWA NO ALTO RIO NEGRO, AMAZONAS

Diana Marcela Rojas, Dalila Caicedo-Herrera, Claudia Sofia Polo, David Ossa-Restrepo, Angela Rojas
LA VACA MARINA TRICHECHUS MANATUS MANATUS EN EL DEPARTAMENTO DE CÓRDOBA: PERCEPCIONES, USOS Y TRADICIONES DE LOS PESCADORES DEL BAJO SINÚ, COSTA ATLÁNTICA COLOMBIANA

Adriana Kulaif Terra, Ronis Da Silveira
ÁREAS DE CAÇA NA RDS PIAGAÇU-PURUS E NA TI LAGO AYAPUÁ, ESTADO DO AMAZONAS, BRASIL

Miguel Angel Cabao, Jaime Nogales, Fernando Justiniano, Augusto Martinez, Jaime Paz, Pablo Vargas, Wendy R. Townsend
EL USO DE LA FAUNA SILVESTRE DURANTE DE UN AÑO EN UN ASENTAMIENTO NUEVO EN LA TCO DEL PUEBLO INDÍGENA BAURE, BENI, BOLIVIA

Diana Marcela Rojas, David Mauricio Ossa, Raimundo Jose Gomes, Jose Antônio Alves, Tacio Jose Raposo
CONHECIMENTO E PERCEPÇÃO DOS PESCADORES SOBRE O PEIXE-BOIAMAZÔNICO (Trichechus inunguis) E A ARIRANHA (Pteronura brasiliensis) NO ESTADO DE RORAIMA

Cleudy Vaca, Roxana Sánchez, Sebastian Chipeno, Santiago Ojopi, Rodolfo Imanareico, Fernando Justiniano, Hisvaldo Languidez, Rosario Arispe
EVALUACIÓN PARTICIPATIVA DE LA DIVERSIDAD DE MAMÍFEROS EN LA TCO BAURE, BENI, BOLIVIA

Francisco Yorimo, Hermógenes Ortiz, José Luís Paz, Lesman Ortíz, Dilma Jiménez, Erika Bejerano
INVENTARIO DE LOS PECES DE LA TCO DEL PUEBLO INDÍGENA BAURE, BENI, BOLIVIA

Claudia Suárez, Eladio Guerrero, Maricela Ojopi, Leonardo Burton, Santiago Ojopi, Cleudy Vaca, Alexander Languidez, Ana Maria Mamani
LAS AVES DE LA TIERRA COMUNITARIA DE ORIGEN DEL PUEBLO INDÍGENA BAURE, BENI, BOLIVIA

Myrian Sá Leitão Barboza, Clarissa Mendes Knoechelmann, Roberta Sá Leitão Barboza, Marina Lira Soares, Juarez Carlos Brito Pezzuti, Ana Cristina Mendes de Oliveira
IMPORTÂNCIA DO CONSUMO DE ANIMAIS SILVESTRES PARA AS POPULAÇÕES RIBEIRINHAS DO LAGO DE TUCURUÍ – PA

Paulo Cesar Machado Andrade, Midian Salgado Monteiro, Sandra Helena Azevedo, Hugo Ricardo Bezerra Alves, Carlos Dias Almeida Jr
PROGRAMA PÉ-DE-PINCHA, NOVE ANOS DE MANEJO SUSTENTÁVEL COMUNITÁRIO DE QUELÔNIOS NA REGIÃO DO MÉDIO AMAZONAS

Paulo Cesar Machado Andrade, Paulo Henrique Guimarães Oliveira, Anndson Brelaz de Oliveira, Carlos Dias Almeida Júnior, Wander da Silva Rodrigues
LEVANTAMENTO DA FAUNA COM POTENCIAL CINEGÉTICO DA RESEX BAIXO JURUÁ, ANÁLISE DE SUSTENTABILIDADE E PROPOSTAS DE MANEJO COMUNITÁRIO

Hisvaldo Languidey, Alexander Languidey, Levinde Burton, Leonardo Burton, Hermógenes Ortiz, Humberto Saavedra
EL RECUENTO DE CAIMAN NEGRO (MELANOSUCHUS NÍGER) EN LA TIERRA COMUNITARIA DE ORIGEN DEL PUEBLO INDÍGENA BAURES

Michelle Guerra, Sophie Calmé , María de Jesús Manzón
REGULACIÓN LOCAL DE LA CACERÍAEN COMUNIDADES RURALES DEL SUERESTE DE MÉXICO

Matias Alvarado, Ruben Cueva, Santiago Espinosa
HACIA EL USO SOSTENIBLE DE RECURSOS NATURALES EN EL TERRITORIO DE COMUNIDADES WAORANI EN LA CARRETERA MAXUS PARQUE NACIONAL YASUNÍ, ECUADOR

Arsenio Calle, J. Grocio Gil
MANEJO REPRODUCTIVO COMUNITARIO PARA LA CONSERVACIÓN DE LAS TORTUGAS CHARAPA PODOCNEMIS EXPANSA Y TARICAYA PODOCNEMIS UNIFILIS EN EL PARQUE NACIONAL ALTO PURUS

 

 

 


Onofra Cleuza Rigamonte-Azevedo, Silvia Helena da Costa Brilhante, Charles Caster Coimbra de Souza, Marília Nóbrega Alves da C. Fonseca, Airton Gaio Júnior, Aldemir Silva dos Santos, Edelson Carlos F. de Souza, Francisco Afonso Nunes da Silva, Leomar Nunes Cabral
MANEJO PARTICIPATIVO DE QUELÔNIOS DO ALTO JURUÁ, ACRE, BRASIL

Resumo:
A SOS AMAZÔNIA desenvolve desde 2004, trabalhos de pesquisa e monitoramento de três espécies da ordem Chelonia, a tartaruga (Podocnemis expansa), tracajá (P.unifilis) e iaçá (P.sextuberculata), com o objetivo de recuperar, proteger e conservar essas espécies que sofrem grande pressão humana na região. Os trabalhos foram desenvolvidos na Reserva Extrativista Alto Juruá e no entorno do Parque Nacional da Serra do Divisor, em parceria com moradores locais, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio e Universidade Federal do Pará – UFPA. Contou com apoio da The Nature Consevancy, Fundação Moore e do Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos/Ministério da Justiça. O trabalho de monitoramento das desovas é feito, voluntariamente, por moradores locais que adquiriram conhecimentos básicos sobre as espécies monitoradas (reprodução, forma de crescimento, alimentação e predadores naturais), as etapas do monitoramento (seleção das praias, identificação e marcação dos ninhos, acompanhamento da incubação e eclosão dos ovos, cuidados com o crescimento e solturas dos filhotes) e registro dos dados. No período de junho de 2004 a outubro de 2007 foram monitorados, respectivamente, 178, 145, 173 e 105 ninhos em cerca de 40 praias na região do Alto Juruá. As praias foram sinalizadas com faixas e visitadas diariamente durante a época de postura, para detecção das eventuais desovas do dia anterior. A partir de 40 dias de incubação, os ninhos foram visitados a cada três dias, para a identificação de sinais que indicassem a iminência da eclosão dos filhotes. Após a eclosão, os filhotes foram mantidos por algumas semanas em quarentena e depois soltos no rio, igarapés ou lagos próximo às áreas desova. O período de postura e eclosão dos ovos variou entre as três espécies e entre os ciclos reprodutivos. A desova de iaçás e tracajás ocorreram nos meses de maio a agosto, enquanto que a eclosão dos ovos de iaçás ocorreu de agosto a outubro e dos tracajás de setembro a outubro. Nos quatro anos de trabalho, o número de filhos vivos de tracajá, iaçá e tartaruga, soltos na natureza foram 5.274, 1.223 e 24, respectivamente. O número reduzido de ninhos e filhos da tartaruga indica a baixa freqüência da espécie na região, atualmente.




Marília Nóbrega Alves da C. Fonseca, Silvia Helena da Costa Brilhante, Onofra Cleuza Rigamonte-Azevedo, Charles Caster Coimbra de Souza, Airton Gaio Júnior, Aldemir Silva dos Santos, Edelson Carlos F. de Souza, Francisco Afonso Nunes da Silva, Leomar Nunes Cabral
SENSIBILIZAÇÃO DE COMUNIDADES RIBEIRINHAS PARA A CONSERVAÇÃO DE QUELÔNIOS AQUÁTICOS NO VALE DO JURUÁ, ACRE

Resumo:
As populações de quelônios aquáticos no entorno do Parque Nacional da Serra do Divisor e da Reserva Extrativista Alto Juruá representam um importante recurso alimentar na dieta dos ribeirinhos desta região. A constante pressão de caça e o consumo dos ovos prejudicam a reprodução, tornando vulnerável a disponibilidade desses animais na natureza. Buscando a proteção dos tracajás (Podocnemis unifilis), iaçás (P. sextuberculata) e tartarugas (P. expansa), após quatro anos de monitoramento ao longo de quarenta praias dos rios Juruá e Juruá-Mirim, a SOS AMAZÔNIA e os monitores ambientais envolvidos perceberam a necessidade de realizar uma campanha com o objetivo de disseminar os resultados do monitoramento e as boas práticas a fim de minimizar a pressão sobre essas espécies, sensibilizar novos parceiros e favorecer a troca de conhecimentos entre monitores, valorizando e aprimorando a sua atuação voluntária. A partir de 2007, através do projeto “Sensibilização de comunidades tradicionais na promoção da conservação de recursos naturais em um mosaico de áreas protegidas em Marechal Thaumaturgo, Acre”, com o apoio do Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos/Ministério da Justiça, a SOS AMAZÔNIA planejou e implementou junto aos monitores a campanha intitulada “Quelônios do Alto Juruá: Eu protejo!”, utilizando-se de diferentes recursos para alcançar um público variado. Foram implementadas as seguintes atividades: realização de oficinas de sensibilização para comunidades ribeirinhas e oficinas de intercâmbio entre monitores ambientais para planejamento, avaliação e validação dos produtos da campanha. Produção e distribuição de diversos materiais de divulgação: camisetas, bonés, folders, outdoors, mapas, banners, faixas de sinalização e folhetos informativos. A fim de alcançar o maior número de pessoas, foi produzido o documentário: “Quelônios do Alto Juruá: eu protejo!”, (13 minutos); dez vinhetas amplamente veiculadas na rádio em programas de grande audiência, além de matérias publicadas nos jornais da região. A campanha proporcionou o fortalecimento de uma identidade comum entre os monitores e o entendimento do monitoramento por parte das comunidades, culminando na valorização do trabalho realizado por esses agentes promotores da conservação. A diminuição da pressão de caça aos quelônios implica em uma mudança de comportamento por parte dos moradores das comunidades ribeirinhas e demanda uma continuidade nas ações de monitoramento e disseminação de informações, especialmente quanto à importância desses animais para a manutenção do ecossistema o qual fazem parte.




Wendy R. Townsend
LECCIONES APRENDIDAS SOBRE LOS PUEBLOS INDÍGENAS Y LA COMERCIALIZACIÓN DE CUEROS DE LAGARTOS (CAIMAN YACARE) EN EL ORIENTE BOLIVIANA

Resumen:
Los lagartos son un gran potencial económico para los pueblos indígenas del oriente boliviano. La cacería de este especies es una actividad histórica, que ha sido principalmente impulsado por los curtiembres vía intermediarios. La necesidad de reformar su relación con el mercado, esta impulsando esfuerzos por las organizaciones indígenas para cumplir con el reto de manejar la especie, y lograr sus propios contactos con los compradores internacionales. Estos esfuerzos de organizarse tienen que ir contra el corriente, porque el sistema tradicional de “habilitación”, o pre-pago para la caza, hace que los indígenas perciben menos ganancias que deben.

Los recursos que provienen de este recurso deben fortalecer las comunidades y estimular la responsabilidad de producir su cosecha. Existe el conocimiento y experiencia técnica para lograr la producción sostenible de lagarto en el oriente de Bolivia, en el mundo académico y la sabiduría local. Lo que falta es mayor experiencia local en el manejo comunitario de este recurso promisorio. En este presentación se busca compartir algunas experiencias adquiridas por los pueblos indígenas y algunas herramientas para promover la participación activa de los cazadores en la cosecha sostenible y el control sobre la comercialización de los cueros que salgan de sus áreas de producción.




Alcides Ojopi Ch, Hermogenes Ortiz, Claudia Suarez, Eladio Guerrero, Miguel Paz, Jaime Paz, Humberto Saavedra, Wendy R. Townsend
EL MANEJO DE LAGARTO (CAIMAN YACARE) EN EL TERRITORIO TRADICIONAL DEL PUEBLO INDÍGENA BAURE DEL BENI, BOLIVIA

Resumen:
La extracción comercial de lagartos (Caiman yacare) es una actividad histórica de los Baures. Muchas de las tierras de uso tradicional de este Pueblo Indígena son inundables, y muy productivas en recursos acuáticas, incluyendo esta especie de alto valor para su cuero y carne. En el pasado son los intermediarios quienes han sido mayormente favorecidos por esta actividad, empleando el modo “pre-pago” o “habilitación” para estimular la cacería de estos animales. Sin embargo, los intermediarios controlaron los precios, y la comercialización quedo al borde de la ley, resultando en la sobre extracción y disminución de las poblaciones regionales, obligando al gobierno de Bolivia a declarar una veda de caza, la cual fue levantada en el año 2000 con la espera de mejorar el ordenamiento de la caza según el potencial productivo en cada zona.

Con los deseos de percibir mayores compensaciones para el trabajo de la cosecha de lagarto, la sub-central de Pueblos Indígenas de Baures busca salir de la influencia de los intermediarios comercializadores utilizando la planificación para el manejo de lagarto. El plan de manejo de la especie es un mecanismo de ordenamiento de la cosecha para asegurar la producción de cueros de mayor tamaño, y por ende, implica la organización de los cazadores en una asociación, y el entrenamiento de técnicos locales en el conteo de adultos y nidos. Además han tenido que aprender a manejar la documentación según los procedimientos, fechas de entregas de carpetas, y la escasez de información que acompaña el proceso de cosecha legal de lagarto en Bolivia.




Maria Del Pilar Tafur, Olga Montenegro
SOSTENIBILIDAD DE LA CACERÍA DE MAMÍFEROS EN LA COMUNIDAD DE ZANCUDO, RESERVA PUINAWAI, AMAZONIA COLOMBIANA: RESULTADOS PRELIMINARES

Resumen:
Se presentan los resultados prelimares de un estudio sobre la sostenibilidad de la caza en la Reserva Puinawai, un área protegida en Colombia, que se sobrelapa con resguardos indígenas. Los habitantes de la reserva han sufrido un fuerte proceso de evangelización y se realizan actividades como: Santa cena (mensual), Conferencia (semestral) y Convención (anual), reúnen entre 300-500 indígenas, aumentando considerablemente la caza. Los funcionarios de la reserva iniciaron en el 2005 un proceso de investigación participativa en la reserva, que incluye la toma de registros de caza por los pobladores. El proceso ha sido lento y los registros han sido tomados de forma intermitente por 12 cazadores del grupo de investigadores locales de una comunidad (Zancudo) de 40 familias. Con el fin de apoyar este proceso, esta investigación busca: 1) caracterizar la cacería de mamíferos en la zona y 2) evaluar la sostenibilidad de la misma. Para el primer objetivo se analizaron los registros de cacería 2005-2008, se realizaron entrevistas semi-estructuradas y talleres comunitarios. Para el segundo, se propone utilizar 3 modelos: 1) captura por unidad de esfuerzo, 2) producción, y 3) se explora el uso de un análisis de perturbación prospectiva del método matricial, con información de tablas de vida de las especies más cazadas.En esta presentación se muestran los resultados preliminares del primer objetivo. Los registros de mamíferos cazados entre el 2005-2008 corresponden solo a 167 individuos de 15 especies. Estos datos indicarían una tasa de cosecha de 3.3 presas/cazador/año. Esta información no coincide con las entrevistas, en donde se aprecia que la frecuencia de caza es mayor. Aunque esta es solo una muestra de la caza real, se evidencia que las especies más frecuentemente cazados son los roedores grandes (66 %), seguidos por los ungulados (17 %) y los primates (12 %). Estas proporciones si coinciden con las obtenidas en las entrevistas. Aunque esta investigación está apenas en su fase inicial, y los datos para el uso de los modelos están siendo generados, la revisión preliminar de los registros de caza, sugieren que las presas mayores (ungulados grandes) ya son escasas en la zona y que la caza se enfatiza en especies pequeñas. Los resultados de toda la investigación serán utilizados por la comunidad de Zancudo y los funcionarios de la reserva para el diseño conjunto de un plan de manejo de caza en la comunidad.




Adriana Kulaif Terra, Ronis da Silveira
PADRÃO DE CAÇA DE SUBSISTÊNCIA DE CABOCLOS E INDÍGENAS DO BAIXO RIO PURUS, AMAZÔNIA CENTRAL, BRASIL

Resumo:
A caça de subsistência é uma atividade importante para muitos grupos humanos na Amazônia, mas o exercício desta atividade em Unidades de Conservação e Terras Indígenas ainda é controverso e pouco conhecido. Entre fevereiro e junho de 2006, foram estudados os padrões da caça de subsistência praticada por 59 caçadores de oito comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus (RDS-PP) e 13 caçadores Mura de cinco comunidades da Terra Indígena Lago Ayapuá (TI-LA). A RDS-PP e a TI-LA estão localizadas no baixo rio Purus, no Estado do Amazonas e são formadas por áreas sazonalmente alagadas (várzeas) e florestas de terra firme ainda em bom estado de conservação. Os dados foram coletados mediante aplicação individual de questionário parcialmente estruturado, sobre a atividade de caça, as espécies caçadas e as rejeitadas para consumo, e a percepção do caçador sobre a abundância histórica das espécies. A caça de subsistência foi uma atividade importante para as comunidades de terra firme e de várzea, constituindo recurso protéico relevante para a população local. Na região foram caçadas 59 espécies de vertebrados pelos caboclos e indígenas, sendo similar o padrão de caça desses grupos humanos. O padrão de caça também foi equivalente entre as comunidades de terra firme e a grande maioria das de várzea, sugerindo a complementaridade destes ambientes para a caça de subsistência. Os mamíferos foram os vertebrados mais caçados na terra firme, seguido pelas aves e répteis. Não ocorreu diferença significativa entre a frequência de caça de mamíferos e de aves na várzea. A caça na RDS-PP e na TI-LA baseou-se principalmente no abate de ungulados, cracídeos, anatídeos e roedores maiores, sendo Tayassu pecari (queixada), Mitu mitu (mutum), Agouti paca (paca), Pecari tajacu (caititu) e Mazama americana (veado-vermelho) as espécies mais importantes. Este fato reforça o padrão de preferência por espécies de maior porte e uso de técnicas de busca ativa durante caminhadas, com cachorro e arma de fogo. Restrições ao consumo de fauna foram mais frequentes nas comunidades indígenas, sendo o Xenarthra o grupo mais rejeitado por indígenas. Entre os caboclos os primatas e os carnívoros foram igualmente rejeitados. Ainda que um número grande de espécies sejam caçadas e o adensamento populacional humano na região seja baixo, os moradores já perceberam uma redução na abundância de algumas espécies e um melhor rendimento de caçada quando esta atividade é realizada nos locais mais distantes da comunidade.




Jorge Calvimonte, Miriam Marmontel
CAÇA DO PEIXE-BOI AMAZÔNICO (TRICHECHUS INUNGUIS) SOB UMA PERSPECTIVA HISTÓRICA NA RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AMANÃ, BRASIL

Resumo:
O peixe-boi (Trichechus inunguis) é usado pelos moradores da região amazônica desde tempos imemoriais, porém a caça comercial praticada desde o século XVI conduziu a espécie aos níveis populacionais atuais, abaixo da capacidade de suporte do meio. Desde início dos anos 1990, o Grupo de Pesquisa em Mamíferos Aquáticos do Instituto Mamirauá tem coletado informações de abates de peixes-boi, principalmente nas RDS Mamirauá e Amanã, com o objetivo de quantificar a pressão de caça e identificar os locais onde a espécie é mais vulnerável. A região do Lago Amanã já era conhecida pela abundância de peixes-boi e seus moradores identificados como caçadores tradicionais da espécie. Desde 2002, devido à presença permanente de membros do Grupo na RDS Amanã e ao estreitamento de laços com a população local, eventos de caça do peixe-boi têm sido registrados com muito maior confiabilidade. Adicionalmente, foram coletadas informações sobre o uso histórico da espécie com o intuito de entender os processos envolvidos no estabelecimento das relações atuais entre a população local e o peixe-boi. Os eventos atuais de caça são registrados a partir de informações proporcionadas pelos moradores e pelos próprios caçadores integrados numa rede de informantes-chave e corroboradas através de técnicas de triangulação. Entretanto, os dados relacionados ao histórico de uso foram registrados, ao longo de um processo de dois anos, mediante entrevistas semi-estruturadas aplicadas aos informantes-chave mais antigos. Ao longo do século XX, desde que os antepassados das famílias com fortes tradições de caça chegaram à região de Amanã, a caça do peixe-boi tem-se tornado menos intensa com o tempo, devido principalmente à diminuição de seus níveis populacionais e a mudança das atividades econômicas dos moradores. Porém, desde janeiro de 2002 até maio de 2008, um total de 132 animais foram abatidos em eventos relacionados a 44 caçadores (em 14 comunidades) distribuídos ao longo de aproximadamente 120km de cursos de água que servem de habitat para a espécie durante seus deslocamentos sazonais característicos. A carne de 60% destes animais foi destinada para algum tipo de comercialização, local ou através de regatões. A caça do peixe-boi ainda é uma séria ameaça para a conservação da espécie na RDS Amanã, já que está relacionada a fortes tradições familiares, e onde é mantido um nível preocupante de comércio. Atividades de conscientização com os moradores locais e o envolvimento comunitário na pesquisa são vitais para propor medidas de conservação da espécie de acordo com a realidade local.




Michelle Guerra
FORMACIÓN DE UN CUADRO TÉCNICO DE ASESORES COMUNITARIOS PARA MANEJO DE FAUNA SILVESTRE EN AREAS NATURALES PROTEGIDAS

Resumen:
Como parte de las necesidades surgidas en diversos estudios en manejo de fauna silvestre, impartimos un diplomado para la formación de técnicos rurales especialistas en manejo de recursos naturales. Este fue diseñado para jóvenes y adultos interesados en la conservación de los recursos naturales de su comunidad y promover el desarrollo de actividades productiva sy de conservación de recursos que dejen beneficios a corto plazo para ellos, sus familias y los ejidos donde viven. Los jóvenes y adultos que participaron desarrollaron habilidades que les permitirán identificar problemas, hacer diseños y ejecutar proyectos para llevar acabo acciones concretas de conservación y aprovechamiento planificado de recursos naturales principalmente fauna silvestre, dentro de sus comunidades. A lo largo de una serie de módulos o talleres impartidos, aprendieron las técnicas y métodos necesarios para dar apoyo dentro de sus comunidades y evitar la prestación de servicios técnicos externos. Los participantes aprendieron conceptos de monitoreo de recursos naturales, conservación, desarrollo y organización que se requieren como base para la formulación de proyectos. Además tuvieron la oportunidad de practicar técnicas como el uso de equipo de campo, manejo de programas básicos de computación, búsquedas en internet, sistematización de datos y redacción de documentos técnicos escritos relacionados con proyectos de conservación.




Rubén Cueva, Manuel Morales, Esteban Suárez, Victor Utreras,Eduardo Toral, Javier Torres, Leonidas Licui, Walter Andi, Wilmer Grefa
MANEJO DE FAUNA SILVESTRE EN TRES COMUNIDADES KICHWA DEL RÍO NAPO, PARQUE NACIONAL YASUNÍ, AMAZONÍA ECUATORIANA

Resumen:
El Parque Nacional Yasuní (PNY), es la reserva más grande del Ecuador continental y uno de los últimos reductos de vida silvestre de la Amazonía ecuatoriana. A pesar de su importancia, el PNY, experimenta fuertes presiones antropogénicas, como la explotación petrolera, la colonización, y la extensión de la frontera agrícola, factores que amenazan la conservación y el manejo sostenible de los recursos naturales y la seguridad alimentaria de sus habitantes. Desde el año 2000, la Wildlife Conservation Society trabaja en esta zona, promoviendo con las comunidades locales la consolidación de sus territorios y el uso sostenible de la fauna silvestre. En el marco de este trabajo, WCS colabora con tres comunidades kichwa (Nueva Providencia, Añangu, y Sani Isla), en la legalización de sus territorios y la implementación de planes de manejo comunitario. El levantamiento participativo de información sobre usos del territorio y de la fauna de estas comunidades demuestran similaridad en cuanto a la riqueza de especies de fauna en áreas con y sin cacería, pero grandes diferencias en la abundancia de las especias más cazadas. En zonas sin cacería la especie más abundante fue el pecarí de labio blanco (Tayassu pecari) mientras que en las áreas con cacería la especie más abundante fue el barizo (Saimiri sciureus). Nuestros datos también muestran que la alimentación de la gente local está fuertemente basada en la cacería, tal como se evidencia por los 10.129 kg de carne silvestre que registramos en la dieta de estas comunidades, durante los 26 meses de esudio. Las especies más frecuentemente cazadas fueron la guatusa (Dasyprocta fuliginosa) y el pecarí de labio blanco. El análisis de la distibución espacial de la cacería y de las amenazas de invasión, sugirió la necesidad de crear una reserva comunitaria vedada a la cacería en la parte sur del territorio de estas comunidades; la extensión y ubicación de esta reserva ya han sido acordadas, y se espera que sirva como una fuente de animales para las zonas de cacería, y como zona de amortiguamiento para la porción central del PNY. Implementamos además un Sistema de Control y Vigilancia con puestos de control y guardaparques comunitarios que trabajarán conjuntamente con el Ministerio del Ambiente y WCS. La implementación de esta reserva, complementa otras actividades de educación, manejo de la cacería, monitoreo de vida silvestre, y exploración de actividades productivas, que se espera ofrezcan una opción válida de conservación para las comunidades locales.




Sônia Luzia Canto, Marcos Eduardo Coutinho, Augusto Klukskovski
ABATE COMERCIAL DE JACARÉS NA RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL MAMIRAUÁ – AMAZONAS

Resumo:
O Estado do Amazonas iniciou em 2003 um projeto para aproveitamento econômico de jacarés nas Unidades de Conservação de Uso Sustentável, com o objetivo de gerar emprego e renda junto às comunidades locais e desenvolvimento regional. No ano de 2004, foi realizado um abate experimental para determinar uma metodologia de abate e definir os processos de beneficiamento para o melhor aproveitamento da carne e do couro. A Reserva Mamirauá, historicamente, possui uma população grande de jacarés, existem na Reserva 03 espécies de jacarés, Melanosuchus niger, Caiman crocodilus crocodilus e Paleosuchus palpebrosus, dessas 02 são economicamente importante para as comunidades, o jacaré açu (M. niger) e o jacaretinga (C. crocodilus).Foi aprovado em 2005, junto ao IBAMA o Projeto de abate comercial de jacarés na Reserva Mamirauá, onde obtivemos uma licença para abate e comercialização de 736 jacarés, sendo que desse total apenas 43 eram C. crocodilus, os demais eram M.niger. O abate de jacarés foi realizado na comunidade de São Raimundo do Jarauá pertencente ao setor Jarauá da Reserva Mamirauá, no flutuante utilizado pelas comunidades para o manejo de pirarucu (Arapaima gigas), com o apoio de um barco pesqueiro, utilizado para amazenamento da carne e das peles dos jacarés. Dos 736 animais, em 2006 foram abatidos 250 M. niger, os animais foram capturados no arpão pelos pescadores e depois abatidos no Flutuante construído pela comunidade, na Reserva Mamirauá.No processo de abate os animais foram lavados com água hiperclorada, insensibilizados e depois feita a sangria e evisceração. Em seguida os animais foram colocados nas câmaras de gelo do barco de poio e depois levados para um frigorífico de pescado no município de Fonte Boa, para processamento da carne e retirada das peles (esfola). Em seguida a carne, juntamente com as peles, foram trazidas para o município de Manacapuru, próximo a cidade de Manaus. Foram obtidos desse abate 4,5 tonaledas de carne, que foram comercializadas na cidade de Manaus ao preço de R$10,00/kg. Parte dessa carne passou por um processo de salga úmida, processo semelhante ao do charque da carne de boi, e que foi comercializada nos supermecados locais ao preço de 14,90/kg. As peles obtidas nesse abate foram comercializadas também na cidade de Manaus, pelo empresariado local, que pagou por cada pele R$180,00, cada pele tinha aproximadamente, 75cm de largura na altura da barriga. Em seguida as mesmas foram enviadas para quatro curtumes em São Paulo e Rio Grande do Sul para serem curtidas. Tivemos alguns problemas com a carne relacionados com o serviço de inspeçàode Inspeção Estadual (SIE), pois o Amazonas ainda não possui um entreposto especíco para o abate de jacarés. As dificuldades foram muitas, porém o retorno que a comunidade local teve em termos financeiros, foi compensador. Há necessidade de definição e regulamentação da atividade, obedecendo os critérios já discutidos para a realização dessa atividade em Unidades de Conservação. O manejo de jacarés no Amazonas é uma atividade economicamente viável e poderá contribuir para a conservação dos crocodilianos e promover o desenvolvimento local no contexto da sustentabilidade.




Danielle Lima, Miriam Marmontel, Jorge Calvimontes, Daniel Brito
PARTICIPAÇÃO DE MORADORES LOCAIS NO MONITORAMENTO DA POPULAÇÃO DE ARIRANHAS (PTERONURA BRASILIENSIS) DO ENTORNO DO LAGO AMANÃ, RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AMANÃ, AMAZONAS, BRASIL

Resumo:
Estudos direcionados à ariranha (Pteronura brasiliensis) foram iniciados na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã (RDS Amanã) em 2002, motivados por relatos de moradores locais sobre avistagens de indivíduos da espécie. No passado, as ariranhas foram intensamente caçadas na região e de acordo com os moradores mais antigos do lago Amanã este foi o principal fator para seu desaparecimento por aproximadamente 30 anos. A partir de 2000, relatos de avistagens de pequenos grupos tornaram-se freqüentes gerando certo descontentamento entre alguns moradores. Determinados moradores que já conheciam a espécie acreditavam que sua presença provocaria uma diminuição no estoque pesqueiro e danos às redes de pesca, e alguns moradores consideravam-na agressiva. A partir de 2004 iniciou-se um monitoramento sistematizado do uso do hábitat por ariranhas nos igarapés do entorno do lago Amanã, bem como a identificação de interferências antrópicas à espécie. Partiu-se do pressuposto que o envolvimento dos moradores em atividades relacionadas à pesquisa seria uma forma de desmistificar a espécie e proporcionar uma aproximação entre a pesquisa e a população local. A cada expedição, um morador residente próximo ao curso d'água a ser monitorado era convidado a participar. Nos últimos quatro anos, 16 moradores atuaram como assistentes comunitários em 68 saídas de campo realizadas no entorno do lago Amanã. Estas pessoas foram capacitadas a identificar indícios, reconhecer grupos de ariranhas e a coletar dados, quando necessário. O envolvimento dos moradores na pesquisa contribuiu para que estes atuassem como co-investigadores, obtendo informações sobre aspectos biológicos da espécie, interações antrópicas e informações mais sensíveis, como eventos de caça. Os resultados parciais do estudo foram repassados aos moradores locais durante eventos específicos organizados pela equipe de pesquisa e reuniões organizadas por lideranças comunitárias. Nestas ocasiões os assistentes comunitários são motivados a transmitir os conhecimentos adquiridos durante as expedições, o que têm favorecido a desmistificação da espécie. Alguns moradores já consideram a ariranha como um potencial atrativo para futuras atividades de ecoturismo, o que é um indicativo de uma inversão de conceitos. Acredita-se que o avanço no conhecimento sobre a espécie no sistema Amanã é decorrente, em grande parte, do envolvimento dos moradores. Os resultados obtidos ao longo destes anos mostram que a inserção da população local é muito importante em áreas de ocorrência de ariranhas, atuando como uma importante ferramenta para a conservação da espécie.




Manuel Pereyra Moreyra, Rafael Pino Solano
PARTICIPACIÓN COMUNITARIA EN EL MANEJO DE RECURSOS NATURALES DE LA RESERVA COMUNAL PURÚS, UCAYALI, PERÚ

Resumen:
La Reserva Comunal Purús (RCP) es una de las áreas con mayor biodiversidad biológica y cultural en la amazonía peruana. Con un área de más de 202 mil hectáreas, se ubica en la provincia de Purús que constituye la zona de amortiguamiento del Parque Nacional Alto Purús, junto a las 47 comunidades indígenas forman un sistema integrado de áreas naturales protegidas del Perú. Los pueblos indígenas como los cashinahuas, sharanahuas, yines, chaninahuas y amahuacas están dedicados a la agricultura, caza, pesca, recolección y artesanía como actividades principales de subsistencia. En este contexto ECOPURUS es una organización indígena local reconocida por el Estado Peruano y actualmente tiene vigente un contrato de administración para la cogestión con la jefatura de la RCP. Una de sus funciones principales es administrar esta área protegida para mejorar la calidad de vida de las comunidades asegurando la conservación de sus recursos naturales. Dentro del Programa de Conservación de Recursos de la RCP esta sustentado que es el Ejecutor quien debe convocar a las comunidades locales para diseñar y aplicar de manera participativa las pautas y normas que regulen el aprovechamiento de fauna dentro del Area Natural Protegida y su Zona de Amortiguamiento con aplicación de planes de manejo aprobados por la jefatura de la RCP. La idea es disminuir la cosecha descontrolada dentro de la reserva verificándose el éxito del principio “fuente sumidero” que permita el adecuado aprovechamiento de manera sostenible de la fauna y flora. De esta forma se ha logrado la veda (prohibición) de la extracción de madera “caoba” Swietenia macrophylla y “cedro” Cedrela odorata favoreciendo la lucha contra la tala ilegal. También se viene desarrollando el manejo reproductivo de tortugas acuáticas cosechando huevos de “taricaya” Podocnemis unifilis y “charapa” Podocnemis expansa para su repoblamiento con la participación de ocho (08) comunidades indígenas. El presente trabajo enfatiza la estrategia, lineamientos de acción y seguimiento del programa, así como el análisis de dificultades frente a los temas de prevención, capacitación, difusión, uso y comercio de recursos naturales.




Raniere Costa Sousa Garcez, Carlos Edwar de Carvalho Freitas
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS CAPTURAS DE ARUANÃ (OSTEOGLOSSUM BICIRRHOSUM, VANDELLI 1829) NO LAGO GRANDE EM MANACAPURU AMAZONAS, BRASIL

Resumo:
O peixe é uma das mais importantes fontes de proteína animal para as populações da Amazônia. Onde se destaca o aruanã branco (Osteoglossum bicirrhosum), que alcança 1 m de comprimento e três quilos de peso. Possui uma carne de alta qualidade, com baixo porcentagem de gordura (2,6%) e elevada concentração de proteína (20,2%). Habita lagos da planície inundável da Amazônia (Brasil, Peru e Guianas). Têm grande importância para a pesca de subsistência, comercial e ornamental, uma vez que seus alevinos são apreciados no mercado internacional. Apesar do valor comercial apresentado pelo aruanã, poucos estudos foram feitos sobre sua dinâmica populacional, incluindo a distribuição espacial dentro de lagos de várzea. A área de estudo é formada por um sistema de lagos (Lago Grande) que se conectam na época da cheia do rio Solimões. A presente pesquisa estudou a distribuição espacial de captura do aruanã dentro do Lago de Manacapuru, a partir de informações de desembarque de pesca do na cidade de Manacapuru. As coletas foram realizadas diariamente de fevereiro/2007 a janeiro/2008, no porto de desembarque pesqueiro em Manacapuru. Foram observados 337 desembarques dessa espécie, sendo 162 durante a cheia e 175 na seca. Nessas pescarias os apetrechos mais utilizados foram malhadeira (89%) e zagaia (11%). Os resultados mostraram números diferentes de desembarques para os períodos de cheia e seca, marcando a distribuição desses valores em duas regiões distintas: Região A (a nordeste) e Região B (a oeste e sudeste) no Lago. A primeira apresentou valores de desembarques menores que àqueles da região B, com 33 observações na cheia e 36 na seca. Isso pode estar relacionado à pressão das pescarias realizadas por três comunidades ali existentes que somada a pesca da frota comercial da cidade de Manacapuru, contribuem para o declínio desse recurso. A segunda região apresentou maiores valores de desembarque com 129 na cheia e 139 na seca. Provavelmente devido a três fatores: i) o uso do recurso regido por acordos de pesca pelas comunidades localizadas na área; ii) distância da cidade para este local dificultando o acesso e aumentando os custos nas pescarias e iii) por esta área pertencer a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piranha, contribuindo para uma maior abundância do estoque nesse local e consequentemente aumentando sua captura. Essa pesquisa se restringiu a identificar possíveis locais da pesca do aruanã no Lago Grande, visando subsidiar propostas para políticas de manejo pesqueiro a nível local.




Sidney Novoa Sheppard, Jorge Herrera Jorge, Jose Luis Mena Jose Luis, CN Bufeo, CN Gasta Bala, CN Laureano
APROVECHAMIENTO DE LA FAUNA SILVESTRE EN COMUNIDADES INDÍGENAS DE LA CUENCA ALTA DEL RÍO PURÚS, UCAYALI, PERÚ

Resumen:
La vida silvestre y en particular la fauna de caza desempeñan un papel importante en la subsistencia alimentaria y cultural (útiles como herramientas, adornos y materias primas) de los pueblos indígenas de la cuenca del Amazonas. Desde julio del 2006 se viene trabajado en conjunto con los cazadores locales un estudio sobre el aprovechamiento de fauna en las comunidades indígenas de Laureano (Amahuaca), Gasta Bala (Sharanahua) y Bufeo (Juni kuin), todas ubicadas en la cuenca alta del río Purús al sureste de la amazonia peruana. Los resultados muestran que las comunidades hacen uso de 22 especies de mamíferos (ungulados, primates y roedores grandes), 30 aves (crácidas y perdices) y 2 reptiles. La mayor diversidad de presas se registró en Bufeo (47), seguida de Gasta Bala (33) y Laureano (31). La biomasa promedio mensual se correlacionó positivamente con el número de pobladores (p = 0.9314) y se obtuvieron los mayores niveles durante los meses de Agosto a Diciembre. Se encontraron diferencias significativas entre el tamaño de las presas capturadas (p = 0.009) con una preferencia por las presas superiores a los 20 kg en Gasta Bala y Bufeo y presas medianas (20-3 kg) en Laureano. Igualmente se encontraron diferencias significativas en la diversidad de presas cazadas (p=0.0014) mas no entre la biomasa promedio mensual obtenida por los mismos (p=0.4779). Estos resultados indicarían que existen diferencias entre el tamaño, la diversidad y número de presas cazadas en las tres comunidades, con una tendencia al reemplazo de presas mayores por un mayor número de otras menores en las poblaciones más cercanas a la ciudad capital. Esto se debe probablemente a factores geográficos y sociales podrían influir en los resultados siendo uno de ellos el acceso a otras fuentes de alimentación (presencia de lagos cerca de Laureano y Gasta Bala) y la cercanía a la ciudad de Puerto Esperanza (capital de la provincia) que afectarían la abundancia y disponibilidad de presas mayores de caza. El presente estudio permitirá generar la base científica y social para elaborar un plan de manejo integral de los recursos de fauna a nivel de cada comunidad.




Jorge Calvimontes, Miriam Marmontel, Michelle G. Guterres
ENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO NA PESQUISA SOBRE O PEIXE-BOI AMAZÔNICO (TRICHECHUS INUNGUIS) NA RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AMANÃ, BRASIL

Resumo:
Ao longo dos 15 anos em que o Projeto Peixe-boi Amazônico do Instituto Mamirauá atua na região do Médio Solimões, e mais especificamente nas RDS Mamirauá e Amanã, a participação comunitária tem sido chave na produção de informação científica. O peixeboi amazônico (Trichechus inunguis) é uma espécie muito difícil de estudar em ambientes naturais devido ao seu comportamento críptico e ao ambiente que habita, formado por corpos de água de escassa visibilidade e com densa vegetação flutuante. Entretanto, os moradores amazônicos possuem um conhecimento sobre a espécie e seu habitat, muitas vezes ligado ao uso que durante séculos fizeram dela, que associado com o conhecimento científico pode gerar informações de muito valor para adotar medidas de conservação apropriadas a cada realidade. Inicialmente, os moradores das reservas aportaram informação básica sobre a espécie e sobre locais específicos onde ela ocorria e se deslocava, dados que serviram de base para as capturas científicas e marcação de animais nos estudos de telemetria desenvolvidos pelo projeto desde 1994. Os resultados obtidos aportaram informação inédita sobre os deslocamentos sazonais da espécie e confirmaram três rotas migratórias usadas pelo peixe-boi na região. Adicionalmente, através de informantes comunitários, se realiza o monitoramento da caça da espécie com o intuito de ter uma visão geral de seu uso e das áreas com maior pressão de caça. A caracterização desta atividade e dos caçadores tem sido possível com a participação de mais de 50 moradores das reservas que, agindo como informantes-chave, tem compartilhado seu conhecimento e parte de sua história. A partir destes mesmos comunitários tem-se compilado o conhecimento tradicional e registrado os tipos de relacionamento existentes entre a espécie e a população local. Estudos de dieta baseados nos conhecimentos locais servirão de referência para pesquisas realizadas em outras áreas de ocorrência da espécie. O envolvimento comunitário na pesquisa propiciou o aumento progressivo da confiança que os moradores depositam nos pesquisadores, levando-os a compartilhar informações e disponibilizar material biológico de relevância científica. Por outro lado, comunitários tem sido capacitados em técnicas de pesquisa de campo e participam dos estudos como co-investigadores; desta forma, auxiliam na geração de informação e disseminam resultados nas comunidades de origem. Em conclusão, a informação produzida através do intercâmbio de conhecimentos baseado no respeito pelos costumes locais tem servido para incrementar o conhecimento científico da espécie e para propor medidas concretas de conservação, mas também para revalorizar o conhecimento e a participação locais.




Miriam Marmontel, Michelle Gil Guterres, Danielle dos Santos Lima, Jorge Calvimontes
CENTRO DE REABILITAÇÃO DE BASE COMUNITÁRIA COMO OPÇÃO PARA MANEJO DE FILHOTES DE PEIXE-BOI AMAZÔNICO (TRICHECHUS INUNGUIS) NA RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AMANÃ - RDSA, AMAZONAS, BRASIL

Resumo:
A cada ano, um considerável número de filhotes de peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis) é resgatado após episódios de caça intencional ou emalhe acidental em redes de pesca ao longo da bacia amazônica. Alguns dos filhotes vítimas desses eventos na Amazônia brasileira são resgatados e enviados para centros de reabilitação especializados, nas proximidades de Manaus, capital do estado do Amazonas. Estes centros, entretanto, encontram-se próximos de atingir sua capacidade máxima e localizam-se a mais de 700 km das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã (RDSM e RDSA, respectivamente), gerenciadas pelo IDSM. Buscando uma solução mais prática e expedita para estas situações, o GPMAA propôs a implantação de um Centro de Resgate, Reabilitação e Soltura de base comunitária, de forma que os animais resgatados nas RDS retornem ao seu ambiente natural no mais curto prazo possível. A proposta prevê a participação das comunidades locais, a partir de um amplo trabalho de educação ambiental, conscientização e envolvimento dos moradores das reservas. A manutenção dos filhotes em seu habitat natural, em situação de campo, significa redução dos custos de transporte até centros urbanos, assim como os custos operacionais de manutenção. Pela maior proximidade ao local de captura, a devolução dos animais ao ambiente natural deverá ser facilitada. Além disso, a manutenção de filhotes saudáveis em ambiente natural permitirá aumentar o conhecimento acerca da espécie e aprimorar seu manejo, auxiliando o tratamento futuro de novos filhotes. O monitoramento dos animais liberados, através de rádio-telemetria, permitirá obter informações sobre sua readaptação e interação com as populações de peixes-boi presentes na área. Contatos foram feitos com o IBAMA, o órgão licenciador da área ambiental, e o IDSM foi credenciado como criadouro conservacionista, permitindo a implantação do Centro. O expe
rimento encontra-se em andamento, tendo sido iniciado com o resgate de um filhote de peixe-boi em julho de 2007, e atualmente em processo de desmame e readaptação ao ambiente natural. Contatos com diferentes instituições e profissionais possibilitaram uma troca de informações e experiências fundamental para o fortalecimento dos esforços do GPMAA para conservação da espécie. A implementação de Centros de Reabilitação com manejo de base comunitária poderá constituir-se em opção viável para resgate e reabilitação de filhotes de peixe-boi órfãos na região amazônica. Este projeto foi patrocinado pela Petrobras através do programa Petrobras Ambiental, e apoiado pelo Amazon Conservation Leadership Initiative-Moore Foundation e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia MCT.




Rafael Pino Solano, Edwin Alves Hernandez, Arsenio Calle Cordova, Jose Grocio Gil Navarro
PHRYNOPS GEOFFROANUS TERCERA ESPECIE EN EL MANEJO REPRODUCTIVO DE QUELONIOS ACUÁTICOS EN LA AMAZONÍA PERUANA

Resumen:
Durante décadas pasadas las especies Podocnemis expanda y Podocnemis unifilis fueron aprovechadas por los pueblos amazónicos llegando a diezmar sus poblaciones en gran medida debido a su creciente consumo por parte de poblaciones locales y su poca aplicación de técnicas de repoblamiento. Phrynops geoffroanus teparo es la tercera especie que sufre los mismos problemas y que al parecer tiene el mismo destino. En los ríos Sepahua e Inuya de la región Ucayali se consume esta última especie tanto su carne como huevos por parte de poblaciones locales. El Parque Nacional Alto Purús como parte del Programa de Conservación de Recursos y Programa de Uso Publico inició un plan de manejo involucrando tanto personal de guardaparques como instituciones públicas locales como es el caso de instituciones educativas de niveles inicial, primaria y secundaria. En mayo del 2007 se recolectó en el río Sepahua 28 nidos de teparo (400 huevos) que fueron sembrados en una playa artificial 26 nidos (363 huevos) ubicada en la capital del Distrito de Sepahua; produciendo 261 (72%) crías vivas, 37 (10%) crías muertas y 65 (18%) huevos no embrionados. Asimismo, en junio del 2007 se recolectó en el río Inuya 10 nidos de teparo (148 huevos) que fueron sembrados en una playa artificial 10 nidos (147 huevos) ubicada en la capital de la Provincia de Atalaya; produciendo 140 (95%) crías vivas, 01 (1%) cría muerta y 06 (4%) huevos no embrionados. Fueron participes niños y jóvenes estudiantes en talleres de educación ambiental para todo el proceso hasta la liberación final de las crías vivas. De esta forma se demuestra el manejo reproductivo del teparo y su importancia como un componente para la sensibilización de la población local en el manejo sostenible de fauna silvestre.




Daniel Pais Nastacua, Hugo Paredes, Carlos Nastacuaz
PROGRAMA DE MANEJO DE FAUNA EN EL TERRITORIO AWÁ DEL ECUADOR

Resumen:
La nacionalidad Awá del Ecuador es un pueblo indígena que vive en las montañas y los bosques de las provincias de Carchi, Esmeraldas e Imbabura.. Tienen su propio idioma, el awapit, y una cosmovisión original. Viven como cazadores y recolectores de plantas en su territorio que forma parte del mayor remanente de bosques que no han sido deforestados en la región Noreste del Ecuador. Esta compuesto por 23 centros comunitarios que cobren 115,000ha con unos 3,450 habitantes. La cacería y pesca son partes importante de la cultura Awá porque la carne de monte es su fuente principal de proteínas. La cacería de subsistencia, sin embargo, se ha intensificado en años recientes debido al crecimiento demográfico, a la facilidad de acceso a áreas antes aisladas, a la modernización de la tecnología utilizada en las actividades de cacería y a la escasez de fuentes alternativas de proteínas. Estos fenómenos socioeconómicos han causado que la cacería supere los límites biológicos del territorio; poniendo en peligro la supervivencia, a largo plazo, de las especies de fauna silvestre. Por estas razones, se ha elaborado un programa de manejo comunitario de animales silvestres. Los dos objetivos principales de este programa son de proteger la fauna silvestre y de satisfacer las necesidades de subsistencia de los pobladores locales. Una serie de métodos y estrategias han sido elaborados e implementados para lograr estos objetivos. Los principales son la prohibición de cacería a todas las personas que no pertenecen a la comunidad Awá; respetar las épocas de reproducción y el edad de las especies; la creación de criaderos para generar fuentes alternativas de proteínas, monitorear y registrar la fauna silvestre del territorio; y la prohibición de la comercialización del producto de la cacería.La nacionalidad Awá del Ecuador siempre ha vivido en armonía perfecta con la naturaleza. Su territorio se ha convertido en un área de conservación y refugio único para los animales silvestre. Ya se ha registrado más de 176 especies diferentes de fauna silvestre en el territorio Awá desde la implementación del plan de monitoreo. La cacería es una práctica ancestral de gran importancia biológica y cultural para los Awá y el plan de manejo comunitario de animales silvestre es vital para tomar medidas frente a las amenazas hacia el hábitat de caza en el territorio. Con la cooperación de todos los centros comunitarios, aseguraron un manejo sostenible de la cacería en el territorio.




Danielle Lima, Miriam Marmontel, Daniel Brito
MONITORAMENTO POPULACIONAL DE ARIRANHAS (PTERONURA BRASILIENSIS) NOS IGARAPÉS DO ENTORNO DO LAGO AMANÃ, RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL AMANÃ, AMAZONAS, BRASIL

Resumo:
A população de ariranhas (Pteronura brasiliensis) residente nos igarapés do entorno do lago Amanã tem sido monitorada sistematicamente há aproximadamente quatro anos. Este monitoramento foi iniciado a partir de informações de moradores locais e pesquisadores sobre o reaparecimento de ariranhas nos cursos d'água e tem por objetivo o acompanhamento da reocupação, o registro do padrão de utilização do habitat pela espécie e a identificação de possíveis interferências antrópicas que possam inviabilizar o estabelecimento desta população. Para atingir tais metas são realizadas expedições de campo mensais na região, o que permite a manutenção do contato com moradores locais, que também contribuem efetivamente na pesquisa. Entre outubro de 2004 e abril de 2006 foram realizadas 72 saídas de campo nos 13 igarapés que circundam o lago Amanã, sendo investidas 3240 horas de esforço amostral. Durante o primeiro ano foram monitorados exclusivamente os cursos d'água da cabeceira do lago (igarapés Baré, Juacaca e Urumutum), pois a presença da espécie restringia-se apenas a estas áreas. Nos 93 km percorridos nestes igarapés foram identificadas 20 ariranhas distribuídas em quatro grupos distintos e dois animais solitários. A partir de 2006 moradores locais relataram encontros com pequenos grupos de ariranhas em outros igarapés, o que incentivou a ampliação da área de estudo para os demais cursos d'água. Em 2007 foi realizado um novo inventário no entorno do lago e observou-se um total de oito grupos de ariranhas (n = 44) em 273 km de curso d'água percorridos. Ao longo destes anos dois grupos foram monitorados constantemente, registrando-se o nascimento anual de filhotes durante o período de baixa pluviosidade na região, apesar de ter sido observado um filhote recém-nascido na época de enchente. Atualmente o número mínimo de ariranhas quantificado na região é de 66 indivíduos (10 grupos) distribuídos em cinco cursos d'água (Baré, Juá grande, Juacaca, Juazinho e Urumutum). Este número pode ser superior, pois, moradores locais reportam que há grupos de ariranhas habitando outros três igarapés (Açu, Cacau e Ubim), mas estas informações ainda necessitam de confirmação. Com apenas quatro anos de monitoramento já é possível afirmar que ocorreu um considerável incremento na população de ariranhas residente no sistema Amanã, uma vez que no inventário realizado em 2003 apenas um indivíduo foi observado. Em contrapartida, as ameaças têm sido cada vez mais freqüentes, o que requer a implementação de medidas de conservação antes que ações antrópicas venham interferir o processo de reocupação dos cursos d'água pela espécie.




Marcelo Derzi Vidal, Mario Thomé Souza
MANEJO COMUNITÁRIO DE QUELÔNIOS POR UMA COMUNIDADE RIBEIRINHA APOIADA PELO PROVÁRZEA/IBAMA

Resumo:
Visando atenuar o processo de degradação ambiental e os conflitos sociais nas áreas de várzea, considerada uma das regiões mais vulneráveis da Amazônia, o Projeto Manejo dos Recursos Naturais da Várzea -ProVárzea/Ibama surgiu para fomentar a conservação e o desenvolvimento sustentável destas áreas, incentivando a participação das populações tradicionais que nela habitam. Uma das ações para o alcance de seu objetivo é o apoio a projetos que desenvolvam sistemas inovadores de manejo dos recursos naturais que sejam sustentáveis dos pontos de vista social, econômico e ambiental, e que possam ser replicáveis no restante da várzea do rio Solimões/Amazonas. No período de Junho 2003 a Julho 2006, o ProVárzea/Ibama apoiou a Associação dos Mines e Pequenos Pescadores e Agricultores de Aracampina- Ampa na implementação de um sistema de monitoramento de praias utilizadas para reprodução de quelônios. O projeto foi desenvolvido na comunidade Aracampina, localizada a margem direita do rio Amazonas e pertencente à região do Ituqui no município de Santarém-PA. O projeto beneficiou 63 famílias representadas por 317 comunitários. Ao longo do projeto foram identificadas 1.024 covas de quelônios, sendo 714 de pitiú (Podocnemis sextuberculata), 144 de tartaruga (P. expansa) e 56 de tracajá (P. unifilis). Para identificação das covas utilizaram-se piquetes para facilitar a localização dos ninhos. As informações sobre as desovas eram todas registradas em planilhas, nas quais se coletava a data e a espécie que praticou a desova. As informações coletadas serviam de referencia para calcular a possível data de nascimento dos filhotes. O número de desovas apresentou uma pequena redução no período de 2004 para 2005. A redução nas desovas pode ser conseqüência do fenômeno das terras caídas, que vem ocasionando a redução das praias utilizadas para desova. As espécies Pitiú e Tartaruga foram as mais afetadas por terem preferência pelas praias de areia para realizar suas desovas. O transplante de covas das praias mais afastadas para berçários artificiais também foi realizado. Ao todo foram transplantadas 133 covas, com uma média de 75% de eclosão dos ovos transplantados. As informações sobre abundância, riqueza e sobrevivência de quelônios geradas pelo projeto são muito importantes e podem ser comparadas com trabalhos similares em outras áreas da Amazônia. No entanto, para dar mais relevância a futuros projetos, é recomendável ainda a obtenção de informações sobre consumo familiar e comercialização informal das espécies trabalhadas.




Eliseu Baniwa, Whaldener Endo, Glenn Shepard Jr., George Henrique Rebelo
A CAÇA DE SUBSISTÊNCIA E O USO DA VIDA SILVESTRE PELOS ÍNDIOS BANIWA NO ALTO RIO NEGRO, AMAZONAS

Resumo:
Apresentamos nesse estudo o uso da vida silvestre e a caça de subsistência praticada pelos índios Baniwa, do Alto Rio Negro, na região Amazônica. Assim como outros estudos realizados em diferentes locais nas florestas neotropicais, os índios Baniwa usam uma ampla gama de espécies para consumo proteico e por motivos culturais. Diferentes tecnologias de caça são empregadas por esses grupos, resultando em diferentes composições de caça. Apesar do curto tempo empregado para avaliar a composição da caça e a taxa de consumo de caça, os dados obtidos indicam uma baixa quantidade de presas abatidas pelos Baniwa, comparado com outros grupos indigenas, sugerindo uma baixa preferência da atividade da caça como forma de suprir as necessidades proteicas diárias em comparação com a atividade da pesca, provável reflexo da baixa abundância das espécies caçadas na região, sem, no entanto, indicar uma pauperização extrema de recursos alimentares, como mostra o desprezo pelas espécies de menor tamanho e a existência de espécies tabú.




Diana Marcela Rojas, Dalila Caicedo-Herrera, Claudia Sofia Polo, David Ossa-Restrepo, Angela Rojas
LA VACA MARINA TRICHECHUS MANATUS MANATUS EN EL DEPARTAMENTO DE CÓRDOBA: PERCEPCIONES, USOS Y TRADICIONES DE LOS PESCADORES DEL BAJO SINÚ, COSTA ATLÁNTICA COLOMBIANA

Resumen:
En la cuenca baja del río Sinú (Córdoba - Colombia) habita la vaca marina (Trichechus manatus manatus) considerada actualmente como el mamífero acuático mas amenazado del Caribe. Actualmente es muy importante el desarrollo de trabajos que incluyan la participación activa de las comunidades en acciones de conservación: Es bueno cuidarlo porque ya por aquí poco se ve. Tiene mas de 10 años que por aquí no se mata un manatí. Con el fin de tener una visión histórica y actual de la especie en la cuenca del rio Sinú, durante los meses de febrero a junio de 2004 se realizaron 65 entrevistas semiestructuradas a pescadores y antiguos cazadores catalogados, como: buenos conocedores de la especie y de todos sus paraderos; estas personas suministraron datos importantes sobre el habitat, las plantas que consumen y sobre los usos y tradiciones compartidas entre las diferentes generaciones a través del tiempo: Ya los cuidamos. La mayoría ya no conoce eso. Anteriormente abundaba mucho y se los comían. De las amenazas mencionadas, 22 personas reportaron la caza con arpón como la mayor causa de su disminución, 17 hicieron alusión a la desecación del hábitat y la caída accidental en mallas, 6 comentaron acerca del uso de trasmallos en áreas donde habita, y 4 hablaron acerca de los problemas que la hidroeléctrica URRA podría causar sobre la distribución de la especie en los humedales del Bajo Sinú. Los resultados sugieren que la cacería no es un factor que diezme actualmente las poblaciones de la vaca marina en la región: Antes había más. Antes uno no pensaba nada y destruía todo. Ya hoy en día no hay cazadores de manatí. El deterioro de las áreas donde habita por desecación de complejos cenagosos, la contaminación, la construcción de nuevas infraestructuras, constituyen las principales amenazas para su supervivencia Es importante resaltar un incremento de conciencia proteccionista hacia esta y otras espécies: Ahora si lo cuidan, facilitando asi, el desarrollo de los trabajos de conservación que se desarrollan actualmente en el área.




Adriana Kulaif Terra, Ronis Da Silveira
ÁREAS DE CAÇA NA RDS PIAGAÇU-PURUS E NA TI LAGO AYAPUÁ, ESTADO DO AMAZONAS, BRASIL

Resumo:
As áreas, ou territórios, de caça são comuns na cultura nativa da Amazônia. Neste estudo, as áreas de caça de 30 caboclos de sete comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus (RDS-PP) e 12 Mura de cinco comunidades da Terra Indígena Lago Ayapuá (TI-LA), localizadas no baixo rio Purus, no Estado do Amazonas, foram mapeadas entre fevereiro e junho de 2006. Na coleta de dados foram utilizadas imagens de satélite de 1:50.000, com a localização das comunidades e dos principais corpos de água da região, sobre as quais cada caçador indicou os locais onde regularmente caça. O tamanho da área de caça de cada entrevistado foi calculado pelo método do mínimo polígono com auxílio do programa ArcView 3.2a, com extensões do tipo Image Analyst e Spatial Analyst. O tamanho da área de caça variou de 16,2 a 582,2 km2 na RDS-PP (média = 249,3 ± 247) e de 4,0 a 312,6 km2 na TI-LA (média = 107,2 ± 145). O tamanho da área de caça das comunidades apresentou relação significativa com o número de habitantes (r2 = 0,795, P < 0,001), sendo que as comunidades maiores caçaram em áreas mais extensas. A densidade populacional humana da comunidade em relação à sua área de caça variou de 0,2 a 1,7 hab/km2 na RDS-PP (média = 0,7 ± 0,5) e de 0,1 a 8,4 hab/km2 na TI-LA (média = 4 ± 4), sendo que em sete comunidade essa densidade foi inferior a 1 hab/km2. As comunidades indígenas estudadas não apresentaram sobreposição de suas áreas de caça. Quatro comunidades caboclas apresentaram sobreposição, potencialmente favorecendo conflitos entre seus habitantes. O mapeamento das áreas de caça das comunidades da RDS-PP e da TI-LA visa contribuir para a elaboração da proposta de zoneamento destas Unidades Fundiárias.




Miguel Angel Cabao, Jaime Nogales, Fernando Justiniano, Augusto Martinez, Jaime Paz, Pablo Vargas, Wendy R. Townsend
EL USO DE LA FAUNA SILVESTRE DURANTE DE UN AÑO EN UN ASENTAMIENTO NUEVO EN LA TCO DEL PUEBLO INDÍGENA BAURE, BENI, BOLIVIA

Resumen:
Cuando la Tierra Comunitaria de Origen del Pueblo Indígena Baure fue titulado, 15 hombres y fueron los primeros en fundar la primera comunidad Baure dentro de la TCO, la cual es una parte pequeña, relativamente prístina, del territorio de uso ancestral. Antes de comenzar el nuevo asentamiento, ellos indagaron sobre la información básica que debían tomar en cuenta durante el seguimiento del uso de la fauna silvestre de su comunidad. Durante el primer año, se registraron la caza, la pesca y la recolecta de frutas y huevos de peta que hicieron los comunarios durante su trabajo de establecer sus chacos para la producción agrícola.
En este periodo se cosecho 552 kg de peces; un total de 2378 individuos de los siguientes especies: 15 benton (Hoplias malabaricus) 292 curubina (Plagioscion squamosissimus) 1723 piraña (Serrasalmus spp.), 5 satis (no identificado) 290 tucunare (Cichla monoculus) y 53 yeyuses (Hopleyrithrinus unitaeniatus). Este produce una estimación de extracción de 0,08 kg/ personas/día. La recolecta de huevos de Podocnemis unifilis fue de 190 en agosto, 1446 en septiembre y 475 en octubre de 2006. La cacería de Mamíferos fue lo siguiente, 5 anta (Tapirus terrestres) ; 2 chancho tropero (Tayassu pecari); 4 taitetu (Pecari tajacu); 1 oso hormiguero (Tamandua tetradactyla) 3 guaso (Mazama americana); 8 jochi calucha (Dasyprocta sp.) ; 15 jochi pintado (Agouti paca); 1 leon (Puma concolor) ; 2 manechi (Alouatta sp); 1 martin (Cebus libidinosus); 3 tatu (Dasypus novemcinctus); 2 tejon (Nasua nasua); y 10 carachupa (Didelphys marsupiales). Las aves cazada en el mísmo periodo fueron: 26 mutun (Mitu tuberosa) ; 2 pato (Neochen cubata); 2 pato negro (Cairina moschata); 5 pava (Cracidae: no identificada); 14 pava campanilla (Pipile cumanensis),; 1 pava colorada (Penelope obscuro); 46 pava coto colorado (Penelope jacquacu); 4 pava guaracachi (Ortalis guttata); 8 pava pintada (Crax fasciolata); 11 perdiz (Crypturellus parvirostris); 1 torcaza Columba cayennensis; y 1 torcaza ala azul (Columba sp.). Además cazaron los siguientes reptiles: 1 Peta (Geochelone sp.) ; 1 Peta de Agua (Podocnemis unifilis) ; y 14 Caiman (Meluus niger).




Diana Marcela Rojas, David Mauricio Ossa, Raimundo Jose Gomes, Jose Antônio Alves, Tacio Jose Raposo
CONHECIMENTO E PERCEPÇÃO DOS PESCADORES SOBRE O PEIXE-BOIAMAZÔNICO (Trichechus inunguis) E A ARIRANHA (Pteronura brasiliensis) NO ESTADO DE RORAIMA

Resumo:
O Estado de Roraima, situado no extremo norte da Amazônia Brasileira, possui 22.410 km² de área, sendo 52.44% protegida em Unidade de Conservação ou Terra Indígena. Mesmo assim, desde o século XVIII apresenta atividades de pecuária, caça, pesca, áreas de garimpo e, recentemente, cultivos de arroz em parte da rede hidrográfica do estado hierarquizada pelo rio Branco. Estas atividades podem gerar impactos sobre o peixe-boiamazônico, considerado atualmente vulnerável em toda sua área de distribuição, e sobre a ariranha, catalogada como espécie ameaçada. Segundo relatos populares, estas espécies se encontram nos cursos dos principais rios desta rede hidrográfica e nos lagos da bacia do rio Branco. Com o objetivo de obter um diagnóstico preliminar, foram realizadas durante os meses de Fevereiro a Maio de 2008, oficinas com os pescadores organizados nas colônias Z-1 e Z-2 dos municípios de Boa Vista e Caracarai. As oficinas tiveram como ponto de partida a vivência dos pescadores com os rios, a ocorrência e a percepção cultural relacionada aos peixes-bois e as ariranhas. Fotos das espécies de plantas e peixes que fazem parte da dieta destes animais foram apresentadas, obtendose uma alta porcentagem de concordância entre os relatos, produto das oficinas, com os resultados obtidos em outros estudos. As informações obtidas durante estas oficinas, mostram que os pescadores têm um contato permanente com as ariranhas, sugerindo um bom equilíbrio das populações da espécie na região. Quanto ao peixe-boi, nem todos os pescadores o conhecem; somente os mais experientes souberam relatar sua presença em áreas restritas, resultando num mapa preliminar de ocorrência em duas áreas da bacia: a montante nos rios Parime, Uraricoera, Surumú e Tacutú, e a jusante nos rios Baruana, Iruá e Anauá, estes últimos com uma maior presença da espécie. A situação atual destas espécies na Amazônia brasileira e especialmente a falta de informações sobre sua ecologia e sua biologia no Estado de Roraima, demandam esforços de pesquisa que subsidiem informações para a consolidação de planos de manejo na bacia sendo primordial a inclusão dos pescadores neste tipo de processos.




Cleudy Vaca, Roxana Sánchez, Sebastian Chipeno, Santiago Ojopi, Rodolfo Imanareico, Fernando Justiniano, Hisvaldo Languidez, Rosario Arispe
EVALUACIÓN PARTICIPATIVA DE LA DIVERSIDAD DE MAMÍFEROS EN LA TCO BAURE, BENI, BOLIVIA

Resumen:
Como parte de la elaboración participativo de un plan de gestión territorial Indígena, se llevó a cabo una evaluación de la biodiversidad en la Tierra Comunitaria de Origen del Pueblo Indígena Baures. Este inventario, llevado a cabo desde el 10 hasta el 30 de Septiembre del 2007, incluyó el estudio de los mamíferos de la parte más norteña del Bosque Seco Chiquitano. Los participantes en la evaluación de los mamíferos de la TCO Baures identificaron 39 especies de mamíferos: 13 que son utilizadas como alimento, entre ellas el anta (Tapirus terrestris), huaso (Mazama americana) y puerco de tropa (Tayassu pecari) son las preferidas. Además de buscó la presencia de mamíferos por censos por transecta, recorriendo un total de 59,5 km y registraron 24 especies de mamíferos. En total se obtuvieron 137 registros de mamíferos, de los cuales 91 fueron observaciones directas y 46 fueron a través de diferentes indicios. Por medio de las 106 parcelas de huellas instaladas en las tres sendas de recorrido fijo, se anotaron 209 registros de 15 especies de mamíferos. Con observaciones fuera del transecta (búsqueda en playas, registros fuera de muestreo y ocasionales), se registraron 24 diferentes especies de mamíferos, en un total de 76 encuentros, 51 de ellos por observación directa y 25 a través de los indicios.

En un aproximado de 8 horas red se realizaron 14 capturas de murciélagos, la mayor parte de ellas pertenecían a los murciélagos pescadores que fueron atrapados en su refugio, un árbol de bibosi (Ficus sp.) a aproximadamente 1 km de la comunidad. Con el equipo AnaBat se han registrado aproximadamente 800 grabaciones de murciélagos que están en proceso de identificación. Con 11 trampas cámaras se lograron obtener un total de 81 fotografías pertenecientes a 10 especies de mamíferos; los sitios con mayor número de registros fueron los salitrales. En uno hubo 36 eventos y jochi calucha (Dasyprocta sp.) y masi (Sciurus spadiceus), mientras que el otro fue frecuentado por cuatro diferentes individuos de huasos (Mazama americana). Se registraron dos individuos de gato montés (Leopardus pardalis) uno de ellos en dos estaciones distanciadas a 3,2 km en línea recta.




Francisco Yorimo, Hermógenes Ortiz, José Luís Paz, Lesman Ortíz, Dilma Jiménez, Erika Bejerano
INVENTARIO DE LOS PECES DE LA TCO DEL PUEBLO INDÍGENA BAURE, BENI, BOLIVIA

Resumen:
La Tierra Comunitaria de Origen del Pueblo Baures, tiene muchos ambientes acuáticos que fueron muestreadas durante la evaluación participativa de la biodiversidad. Se usaron redes agalleras, red de mano o ‘saca petas’, redes de arrastre o ‘chinchorro’ y anzuelo y lineadas. Los especimenes no reconocidos en el campo fueron transportados al Museo de Historia Natural Noel Kempff Mercado para su posterior identificación.  Dentro del 10 al 30 de Septiembre 2007, se estudió los peces en 22 puntos de muestreo en el lago Porfía y en los arroyos de los alrededores de la comunidad El Cairo II, en la TCO y se logro registrar un total de 817 individuos pertenecientes a 33 especies y 12 familias, La familia mejor representada en la TCO Baures fue Characidae con el 46%, seguida de Cichlidae con el 45% y Lebiasinidae con el 8%.

En el lago Porfía se registraron un total 19 especies con 448 individuos capturados, siendo la piraña amarilla (Serrasalmus spilopleura) la más abundante (28 %) seguida de Moenkhausia dichroura (24%) y la piraña morada Serrasalmus sp. (17%). En los arroyos muestreados del área de estudio, se registraron 369 individuos pertenecientes a 19 diferentes especies, siendo Hemmigramus sp.1 la mas abundante (93 individuos capturados).
El análisis de la riqueza a través del Índice de diversidad de Margalef, refleja que la zona norte (arroyos Huachi, Corate, y San Perro) es la más rica, con un índice alto de 3,07, seguido por la zona central con un índice de 2,74.
Los 817 peces capturados en la TCO Baures representaron una biomasa de 85,430 kg, las especies de mayor importancia fueron el tucunaré (Cichla monoculus) con el 37%, la piraña amarilla (Serrasalmus spiloplerua) con el 25%, piraña morada (Serrasalmus sp.) 15% y la corvina (Plagioscion squamosissimus) con el 10%.




Claudia Suárez, Eladio Guerrero, Maricela Ojopi, Leonardo Burton, Santiago Ojopi, Cleudy Vaca, Alexander Languidez, Ana Maria Mamani
LAS AVES DE LA TIERRA COMUNITARIA DE ORIGEN DEL PUEBLO INDÍGENA BAURE, BENI, BOLIVIA

Resumen:
Durante la evaluación participativa de la biodiversidad en parte de la TCO Baures, se realizaron conteos de aves en ocho sendas con un total de 47,5 Kilómetros en bosques ribereños, de altura, y los cultivos y zonas chaqueadas. Los censos se hicieron durante 14 días entre 10 y 20 de Septiembre de 2008 y el total de horas de censos fue de 54,4 horas. Además se realizaron capturas de aves menores durante seis días con redes que estuvieron abiertas por espacios de 6 a 7 horas diarias.

El resultado de los censos, observaciones ocasionales, reporte local y de las capturas realizadas en 20 días de muestreo en los alrededores de la TCO Baures dio un total de 3162 aves registradas que correspondieron a 240 especies agrupadas en 58 familias. Las familias con más de cinco especies fueron la familia atrapamoscas (Tyrannidae) con 22 especies, los loros (Psittacidae) con 18 especies, hormigueritos (Thamnophilidae) con 13, tojos (Ictéridos) con 12, los picaflores (Trochilidae) con 11, trepapalos (Dendrocolaptidae) con diez; gavilanes (Accipitridae), palomas (Columbidae) y sayubuses (Thraupidae) con nueve; las perdices (Tinamidae), carpinteros (Picidae) y garzas (Ardeidae) con siete especies; las pavas (Cracidae) y halcones (Falconidae) con seis; los chichuriros (Troglodytidae), búhos (Strigidae), pimpines (Emberizidae) y martines pescadores (Alcedinidae) con cinco especies.

La mayor diversidad de especies de aves fue detectada en la senda Centro, principalmente bosque de altura, con 94 especies. En los bordes del Lago Porfía se registraron 91 especies, 24 de éstas consideradas especies acuáticas: patos, garzas y gallaretas entre otras. Se registró 85 especies poco comunes, 20 comunes, 23 muy comunes y cinco numerosas. Las menos numerosas fueron la pava campanilla (Pipile cumanensis), la gallareta (Jacana jacana), la paraba amarilla (Ara ararauna), el burgo (Momotus momota) y el frió grande (Pitangus sulphuratus), este análisis incluyo a las especies que se registraron en bandadas grandes, como loros, palomas, patos y tijeretas.




Myrian Sá Leitão Barboza, Clarissa Mendes Knoechelmann, Roberta Sá Leitão Barboza, Marina Lira Soares, Juarez Carlos Brito Pezzuti e Ana Cristina Mendes de Oliveira
IMPORTÂNCIA DO CONSUMO DE ANIMAIS SILVESTRES PARA AS POPULAÇÕES RIBEIRINHAS DO LAGO DE TUCURUÍ – PA

Resumo:
A análise dos processos embutidos na alimentação, como estratégias de captura, produção e consumo, fornece importantes informações sobre as táticas das populações humanas frente aos recursos ambientais. Através da relação entre uso de recursos e dieta alimentar podem ser verificadas situações de mudança no modo de vida e de subsistência de uma população local, já que estas modificações são refletidas na dieta das populações. Neste sentido, foi realizado um estudo da freqüência de consumo dos itens protéicos de origem animal pelos moradores da Reservas de Desenvolvimento Sustentável Pucurui-Ararão (RDS) presentes no Lago de Tucuruí, através da técnica de monitoramento do consumo de proteína animal. O procedimento metodológico foi apresentado detalhadamente durante reuniões realizadas nas comunidades, e os comunitários foram advertidos quanto à participação voluntária e da necessidade do preenchimento diário de fichas de refeições. O monitoramento foi iniciado em 31 de janeiro de 2006 e finalizado em agosto de 2007. As famílias passaram por treinamento e capacitação para anotação correta dos dados nas fichas referentes ao consumo de proteína animal. Cada família recebeu um Kit, contendo pasta, tabelas de anotação, lápis, borracha e balança (tipo pesolas), que permitiram o registro do peso da carne abatida. As 27 famílias participantes eram acompanhadas a cada 4 meses, a fim de garantia da confiabilidade dos dados gerados, e fizeram o registro de 4547 refeições. Foram consumidos 7367,96kg de peixes durante o período de estudo, correspondendo a 75,90% do peso total de proteína animal consumida, enquanto que para carne de caça foram consumidos 226,70kg, representando 2,34% do peso total de proteína animal consumida. Foram consumidos 630,75kg de frango, 282,67kg de porco de criação e 54,80kg de produtos enlatados. O monitoramento permitiu avaliar a contribuição que os animais silvestres representam como fonte de proteína animal para as comunidades. O peixe representou a fonte protéica mais importante na alimentação dos moradores das RDS Pucurui-Ararão, enquanto que a carne de caça foi pouco consumida nas refeições. O consumo de alimentos obtidos na própria região representa um papel expressivo no consumo doméstico diário e demonstra a importância significativa do extrativismo animal para as populações ribeirinhas. Dessa forma, torna-se imprescindível a inclusão dos principais usuários do recurso nas pesquisas sobre populações silvestres exploradas, além da necessidade de estudos de composição da dieta alimentar como forma de entendimento do papel da fauna silvestre para as populações ribeirinhas e para a análise das atuais práticas de manejo.




Paulo Cesar Machado Andrade, Midian Salgado Monteiro, Sandra Helena Azevedo, Hugo Ricardo Bezerra Alves, Carlos Dias Almeida Jr
PROGRAMA PÉ-DE-PINCHA, NOVE ANOS DE MANEJO SUSTENTÁVEL COMUNITÁRIO DE QUELÔNIOS NA REGIÃO DO MÉDIO AMAZONAS

Resumo:
O Pé-de-Pincha vem sendo desenvolvido pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) desde 1999, estimulando a conservação de quelônios através de seu manejo participativo. UFAM e IBAMA vêm trabalhando em 86 comunidades do Médio Amazonas e rio Negro, nos municípios de Nhamundá, Parintins, Barreirinha e Barcelos/AM e Terra Santa, Juruti, Faro e Oriximiná /PA. O programa visa o manejo racional e sustentável de quelônios pelas próprias comunidades. Na região foram identificadas 13 espécies de quelônios: Podocnemis expansa, P.unifilis, iaçá P.sextuberculata, P.erytrocephala, Peltocephalus dumerilianus, Rhinoclemmys punctularia, Phrynops nasutus, Kinosternon scorpioides,Geochelone denticulata e G.carbonaria, Chelus fimbriatus, Platemys platycephala e Phrynops spp. De 1999 a 2008, o programa devolveu à natureza 721.589 filhotes de quelônios (74,4% tracajás, Podocnemis unifilis;7,6% tartarugas, P.expansa; 10,9% iaçás, P.sextuberculata; e 7,1% irapucas, P.erythrocephala), provenientes de ninhos manejados, com taxa de eclosão média de 81,97±7,76% contra 54,51±16,27% de ninhos naturais. A temperatura média nos locais de transplante foi igual a 32,55º ±3,17 º C. Os tracajás nasceram pesando 14,89±1,38 g , iaçás 14,26±1,83 g, tartarugas 22,52±1,43g e irapucas, 11,21±2,57 g. Foram capacitados 405 professores das escolas municipais em educação ambiental; realizadas palestras nas escolas e comunidades para mais de 67.606 ouvintes; treinados 101 agentes ambientais voluntários; participaram de cursos de alternativas para geração de renda mais de 1.021 pessoas; e foram instaladas mais de 31 unidades de criação comunitária com 12.963 quelônios (2003- 2007). Desde 2004, entre os filhotes soltos foram marcados 28.303 animais (10% com microchips) para monitoramento através de recaptura(CMR) e estimativa da taxa de sobrevivência e crescimento. Dos filhotes manejados marcados e soltos, o maior índice de recaptura foi do tracajá com 6,19%. A sobrevivência média de tracajás manejados, até 12 meses de idade, foi estimada em 17,765±10,23%. O recrutamento anual de fêmeas nas áreas de reprodução aumentou 37,11±55,83%. O custo médio do filhote, produzido nesse sistema de manejo comunitário é de R$0,71±0,06. Os valores de recrutamento, impossibilitam a extração sustentável de quelônios adultos da natureza. Se aumentarmos o número áreas protegidas atingiríamos um equilíbrio populacional em 13 a 15 anos de proteção. A criação comunitária foi monitorada sendo que os quelônios criados em tanques-rede demonstraram um ganho diário de peso (GDP) superior (0,488±0,202 g/dia) aos de tanques de alvenaria ou fibra (0,18g/dia). A melhor densidade para este sistema foi de 40-65 indivíduos/m3, sendo que a sobrevivência foi de 89,42 ± 10,56 %. A produção total foi de 866 kg/36 meses, com receita líquida estimada em R$1.559/tanque/ano.




Paulo Cesar Machado Andrade, Paulo Henrique Guimarães Oliveira, Anndson Brelaz de Oliveira, Carlos Dias Almeida Júnior, Wander da Silva Rodrigues
LEVANTAMENTO DA FAUNA COM POTENCIAL CINEGÉTICO DA RESEX BAIXO JURUÁ, ANÁLISE DE SUSTENTABILIDADE E PROPOSTAS DE MANEJO COMUNITÁRIO

Resumo:
A utilização de recursos faunísticos em reservas extrativistas possibilita geração de renda às populações tradicionais. De 2005 a 2006, realizou-se os levantamentos de mamíferos com potencial cinegético da Resex do Baixo Juruá. As atividades de campo foram realizadas na seca de 2005 e cheia de 2006, o inventário foi realizado através da aplicação de questionários (52) em 11 localidades da reserva e com as metodologias de transectos lineares, contagem de pegadas e estações atrativas. Os transectos foram monitorados durante 8 dias na seca e 15 dias na cheia, em vegetação de igapó, baixio, várzea, e floresta de terra firme. Foram registradas nas trilhas de caça 55 espécies com potencial cinegético. O preço médio da carne de animais silvestres é R$2,50/kg. 34,61% dos moradores comercializam, principalmente, quelônios (Podocnemis spp.), anta (Tapirus terrestris), queixada (Tayassu pecari) e veado (Mazama spp.). A preferência para consumo são porcos do mato (77,78%), pacas (74,07%), tracajás (70,37%), veados (66,67%), tatus (66,67%), cutias (62,96%) e macacos (59,26%). Os animais com maior frequência de caça anual são os porcos do mato (17,65 ± 15,39 animais/ano), nambu (15,00±0,1 animais/ano), macacos (13,06 ± 9,33 animais/ano), pacas (44,05± 29,77 animais/ano), queixadas (57,22± 54,37 animais/ano) e mutuns (76,54 ± 60,32 animais/ano). As espécies com maior densidade encontradas na Resex foram queixada = 214,68 ± 152,26 animais/ km2, paca= 31,84 ± 3,33 animais/ km2, macaco barrigudo= 31,83 ± 0,2 animais/ km2, jacamim= 25,23 ± 24,02 animais/ km2, macaco de cheiro=17,48±12,15 animais/ km2, caitetu = 17,41± 15,16 animais/ km2. Na Resex os porcos do mato, são preferidos para consumo, e causam danos aos roçados de mandioca (Manihot esculenta), com prejuízo de cerca de R$3.750,00/ha de roça/ano. Existe interesse das comunidades em manejar porcos do mato, existe um mercado local consumidor, que absorve o excedente dos porcos do mato abatidos (10,81 caitetus/ano; 57,22 ± 54,37 queixadas/ano), sendo vendidos 8,07% do que é abatido a R$2,83 ± 0,41/kg. Foi analisada a sustentabilidade da caça de T. tajacu e T. pecarie, sendo encontrado os seguintes índices: densidade média= 17,41animal/km2); Biomassa=329,05 kg/ km2; Número estimado de animais na Resex=32.731; r máx=1,25; Produção=10,12 animal/km2; HR Taxa de Desfrute anual=0,14; Sustentabilidade= 6,93% de produção abatido pelos caçadores. Para a área total da Resex (1880 km2), a cota anual de abate sustentável de caititus foi estimada entre 2.064 a 3.531 animais, e de queixadas de 7.360 a 9.556 animais. Estes valores correspondem a cerca de 2 a 3 caititus/morador, e 26 a 37 queixadas/morador.




Hisvaldo Languidey, Alexander Languidey, Levinde Burton, Leonardo Burton, Hermógenes Ortiz, Humberto Saavedra
EL RECUENTO DE CAIMAN NEGRO (MELANOSUCHUS NÍGER) EN LA TIERRA COMUNITARIA DE ORIGEN DEL PUEBLO INDÍGENA BAURES

Resumen:
Aunque las aguas navegables de Bolivia no son propiedad de ninguno, el Pueblo Indígena Baures, tiene la buena fortuna de incluir de varias lagunas naturales en su recientemente delineado territorio, donde el sustrato es mineral (en vez de aluvial como los oxbow), donde existen poblaciones interesantes del caimán negro (Melanosuchus niger). Desde 1990, cuando el Gobierno Boliviano declaró una veda contra la caza comercial, la venta de cueros de esta especie ha sido prohibida, aunque este hecho no ha eliminado de todo su tráfico ilegal. Sin embargo, con la apertura hacia el manejo de las especies de fauna con fines asegurar un uso sostenible, la organización de los Baures, busca elaborar un plan de manejo de la especie para justificar una cosecha sostenible para la comercialización de su cuero. Con este en mente, se llevó a cabo censos poblacionales del caimán negro en los lagos de la TCO. El poster presenta los resultados de los recuentos, y la información de la historia natural local que se investigó durante el trabajo de pre-inversión para la elaboración de un plan de manejo de la especie en la TCO, con una cosecha experimental.




Michelle Guerra, Sophie Calmé , María de Jesús Manzón
REGULACIÓN LOCAL DE LA CACERÍAEN COMUNIDADES RURALES DEL SUERESTE DE MÉXICO

Resumen:
En este trabajo mostramos de una experiencia de manejo comunitario de fauna silvestre en dos ejidos forestales cercanos a la Reserva de la Biosfera de Calakmul en Campeche. Este un esfuerzo que constituye el primer ejemplo que conocemos en Mesoamerica donde un estudio formal de fauna cinegética desemboca en propuestas concretas de conservación y aprovechamiento en las comunidades donde tuvo lugar, de manera que asegura el aprovechamiento sustentable del recurso. A través de este estudio pudimos saber cuáles son las especies más cazadas, dónde se cazaron, para qué se utilizaron, qué tan disponibles estaban en el monte y cuál es la relación de la cacería de autoconsumo con las actividades productivas de las comunidades. Estos datos nos sirvieron para concretar reglas de aprovechamiento comunitario de la presas dentro de los ejidos y fortalecer la organización de los usuarios en cada comunidad. Logramos que las reglas de uso de fauna fueran legitimadas porque estaban respaldadas por estudios, pero siempre provinieron de la misma comunidad. Con ello, queremos mostrar que este tipo de experiencias exitosas pueden ser aplicadas en otras comunidades con intereses similares, pero adaptadas a sus propias costumbres.




Matias Alvarado, Ruben Cueva, Santiago Espinosa
HACIA EL USO SOSTENIBLE DE RECURSOS NATURALES EN EL TERRITORIO DE COMUNIDADES WAORANI EN LA CARRETERA MAXUS PARQUE NACIONAL YASUNÍ, ECUADOR

Resumen:
Los Waorani, habitantes ancestrales de la Amazonía ecuatoriana, viven en lo que hoy es el Parque Nacional Yasuní y la Reserva Étnica Waorani. Los Waorani dependen altamente de los recursos naturales del bosque tropical, por ejemplo, recolección de frutos, fibras vegetales y, en especial, de la cacería. Antiguamente los Waorani eran seminómadas y vivían en pequeños grupos familiares. Su subsistencia se basaba en recolectar y compartir, y no conocían de ventas o negocios. La cultura Waorani ha cambiado rápidamente en las ultimas cinco décadas, y hoy en día muchas familias han formado asentamientos permanentes a lo largo de las carreteras creadas para la industria petrolera. Estas familias poseen tecnologías occidentales (e.g., botes motorizados y armas de fuego) y su estilo de vida se va integrando a una economía de mercado, lo que intensifica la explotación de recursos naturales. Actualmente, los Waorani no disponen de un plan para el manejo sostenible de sus recursos naturales. Presentamos como ejemplo el caso de las comunidades Waorani asentadas a lo largo de la Carretera Maxus, dentro del Parque Nacional Yasuní, y el uso de las especies de cacería. Los conservacionistas ven las actividades de cacería de los Waorani en esta área como una amenaza para las poblaciones de especies animales locales. Se cree que la sobreexplotación podría llevar a la extirpación de las especies más cazadas. Por esta razón, se han desarrollado actividades que pretenden encontrar soluciones para lograr un manejo sostenible y conservación de la fauna local. Ejemplos de estas iniciativas son: el estudio del jaguar y sus presas, el monitoreo de las actividades de cacería, la zonificación participativa del territorio, y el monitoreo de tortugas de río. En el transcurso de estas iniciativas de manejo, planteadas desde una visión occidental, un grupo de jóvenes Waorani está entrenándose en técnicas de investigación y monitoreo de fauna silvestre. Como resultado se ha creado un nuevo espacio de interacción en el que los Waorani discuten estas iniciativas de conservación desde su propio punto de vista. En un primer taller, jóvenes Waorani desarrollaron un mapa de su territorio, alrededor de la carretera Maxus, y lo zonificaron de acuerdo a diferentes tipos de uso, como por ejemplo, áreas de conservación, turismo, cacería y uso intensivo. Esperamos que este grupo de nuevos lideres locales genere iniciativas que incorporen elementos de investigación y monitoreo para abordar directamente las necesidades de conservación y manejo de recursos desde su propia perspectiva.




Arsenio Calle, J. Grocio Gil
MANEJO REPRODUCTIVO COMUNITARIO PARA LA CONSERVACIÓN DE LAS TORTUGAS CHARAPA PODOCNEMIS EXPANSA Y TARICAYA PODOCNEMIS UNIFILIS EN EL PARQUE NACIONAL ALTO PURUS

Resumen:
El Parque Nacional Alto Purus (PNAP) es la mayor Área Natural Protegida del Peru. y de importancia estratégica para la conservación de la biodiversidad, producción de servicios ambientales y fuente de recursos naturales para las poblaciones indígenas. En la zona fuente se protege fauna amenazada, entre ellas el “lobo de río” Pteronura brasiliensis, la “charapa” podocnemis expansa, Podocnemis unifilis, el “águila arpia” Harpia hapyja, el “guacamayo verde cabeza celeste” Ara couloni, el titi goeldi (Callimico goeldi), el mono maquisapa negra (Ateles paniscus chamek), el perro de monte (Speothos venaticus) entre otros vertebrados.

El objetivo del presente trabajo fue lograr la participación organizada de las comunidades indígenas en las actividades de manejo reproductivo de las tortugas “charapa” podocnemis expansa y Podocnemis unifilis, en el curso medio y alto del río Alto Purus entre los meses de Julio a Septiembre; para tal fin se llevaron a cabo estudios bioecologicos y sensibilización social en 10 comunidades indígenas Sharanahuas y Kaxinawas a través del uso de un conjunto de metodologías participativas: talleres, entrevistas, diálogos, grupos focales, elaboración de mapas participativos de los recursos naturales y de acuerdo a esto se logro transferir técnicas de manejo reproductivo a los Comités de Vigilancia Comunal de 7 comunidades en los ultimos 2 años, liberación de mas de 7500 crías de taricaya producidas en playas seminaturales y 320 crías de charapa en el año 2007 por primera vez en la cuenca del río Alto Purus. Se concluye que la participación comunitaria en el manejo reproductivo de estas especies en estos dos ultimos años a permitido asentar las bases del Programa de repoblamiento de quelonios acuáticos en el sector Nor este del PNAP y a su vez favorecer la socioeconomía de las comunidades locales.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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